Identificação de vítimas de acidente aéreo no Pantanal depende de exame de DNA


Vídeo mostra destroços de avião que caiu e matou 4 pessoas no Pantanal
Vídeo mostra destroços de avião que caiu e matou 4 pessoas no Pantanal
A identificação dos corpos das vítimas do acidente aéreo ocorrido na terça-feira (23) em Aquidauana (MS), no Pantanal, só será possível por meio de exame de DNA, segundo a funerária PAX, responsável pelo transporte.
Os corpos do cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, 42 anos, do documentarista Rubens Crispim Junior, 51 anos, e do piloto Marcelo Pereira Barros, 59 anos, passaram por necropsia nesta quarta-feira (24), mas ainda não foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
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Os corpos foram totalmente carbonizados pela explosão da aeronave, impossibilitando o reconhecimento visual ou por impressões digitais. A previsão é de que os corpos sejam liberados na quinta-feira (25), após os procedimentos necessários. As famílias das vítimas devem ir até o local, para que coletas de DNA sejam feitas, para comparação.
Também estava a bordo o arquiteto chinês Kongjian Yu, de 62 anos, considerado um dos maiores do mundo. O corpo dele, no entanto, não será periciado neste momento. De acordo com as autoridades, por tradição cultural chinesa, esse tipo de procedimento só pode ser realizado com a presença de familiares, que devem vir ao Brasil para acompanhar a liberação.
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Dinâmica do acidente e investigação
O avião de pequeno porte caiu na noite de terça-feira (23), ao lado da pista de pouso da Fazenda Barra Mansa, área turística do Pantanal que recebe visitantes do Brasil e do exterior.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave arremeteu durante a tentativa de pouso. Funcionários da fazenda presenciaram o acidente e utilizaram um trator e caminhão-pipa para combater o fogo após a explosão.
De acordo com relatos dos trabalhadores, a manobra de arremetida foi necessária após uma manada de queixadas — porcos-do-mato — invadir a pista. Durante a tentativa de evitar os animais, o avião perdeu altitude e caiu a cerca de 100 metros da cabeceira. A explosão carbonizou os corpos dos ocupantes.
Equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) estão no local realizando a preservação da cena e as diligências iniciais, até a chegada do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pela apuração das causas do acidente.
Infográfico – queda de avião mata 4 pessoas em MS
Arte/g1
Características da aeronave
A aeronave era um Cessna 175, fabricado em 1958, com matrícula PT-BAN, de pequeno porte. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião estava autorizado a voar apenas sob regras visuais e durante o dia.
O modelo Cessna 175 não possui instrumentos especiais para voar à noite ou em situações de mau tempo, exigindo que o piloto enxergue o trajeto com a ajuda do próprio horizonte e de pontos de referência no solo.
A aeronave tinha operação negada para táxi aéreo e estava registrada no nome do piloto Marcelo Pereira de Barros, que está entre os mortos na queda.
Destroços da aeronave que caiu durante tentativa de pouso em Aquidauana (MS)
Reprodução
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