IBGE: taxa de desocupação chega ao menor patamar em 13 anos

Carteira de trabalho, desocupação

A taxa de desocupação do Brasil no terceiro trimestre de 2025 chegou a 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua Trimestral.

Em comparação ao segundo trimestre, a taxa recuou apenas em duas unidades da federação e permaneceu estável nas demais. Pernambuco registrou a maior taxa do país (10,0%), seguido por Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%).

O levantamento incorpora a reponderação da série histórica, divulgada em julho, que atualiza a base populacional da pesquisa a partir das projeções de 2024 e dos dados do Censo Demográfico de 2022.

Tempo de procura por trabalho recua em todas as faixas

O número de desocupados caiu nas quatro faixas de tempo de procura analisadas. Duas delas registraram os menores contingentes para um terceiro trimestre desde o início da série:

  • De 1 mês a menos de 1 ano: 3,1 milhões;
  • De 1 ano a menos de 2 anos: 666 mil.

A faixa de procura inferior a um mês (1,1 milhão) e a de dois anos ou mais (1,2 milhão) tiveram os menores níveis desde 2015.

Diferenças por sexo, raça e escolaridade

A taxa de desocupação entre os homens foi de 4,5%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,9%. Por cor ou raça, o índice ficou em 4,4% para pessoas brancas, abaixo da média nacional. Entre pessoas pretas, a taxa foi de 6,9%, e entre pardas, 6,3%.

A maior taxa de desocupação por nível de instrução foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto (9,8%). Entre aqueles com ensino superior incompleto, a taxa ficou em 5,8%, enquanto para pessoas com superior completo foi de 3,0%.

Informalidade atinge 37,8% da população ocupada

A taxa de informalidade do país permaneceu em 37,8% no trimestre.

Os maiores índices foram observados em:

  • Maranhão: 57,0%
  • Pará: 56,5%
  • Piauí: 52,7%

As menores taxas foram registradas em:

  • Santa Catarina: 24,9%
  • Distrito Federal: 26,9%
  • São Paulo: 29,3%

O IBGE destacou que a informalidade se manteve estável na comparação trimestral, com queda no número de empregados domésticos sem carteira assinada e aumento de trabalhadores sem carteira no setor público.

Emprego com carteira e trabalho por conta própria

Entre os empregados do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada no terceiro trimestre de 2025.

Estados com maiores proporções:

  • Santa Catarina: 88,0%
  • São Paulo: 82,8%
  • Rio Grande do Sul: 82,0%

Estados com menores proporções:

  • Maranhão: 51,9%
  • Piauí: 52,4%
  • Paraíba: 55,3%

O trabalho por conta própria representou 25,3% da população ocupada. Maranhão (33,1%), Pará (29,9%) e Amapá (29,1%) registraram os maiores percentuais.

Rendimento médio fica estável no trimestre

O rendimento médio real do trabalho foi estimado em R$ 3.507, estável em relação ao segundo trimestre (R$ 3.497) e acima do registrado no terceiro trimestre de 2024 (R$ 3.373).

Regiões com alta no trimestre:

  • Sul: R$ 4.036
  • Centro-Oeste: R$ 4.046

Na comparação anual, houve aumento nos rendimentos do Nordeste (+5,7%), Sul (+8,4%) e Centro-Oeste (+5,8%).

A massa de rendimento real habitual do país totalizou R$ 354,6 bilhões, estável trimestralmente e superior ao nível do mesmo período de 2024. O Sudeste atingiu a maior massa da série histórica, com R$ 176 bilhões.

A PNAD Contínua investiga 211 mil domicílios por trimestre, em cerca de 3.500 municípios. A coleta voltou ao formato presencial desde julho de 2021.

*Com informações do IBGE

*Em atualização

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