
O reajuste do piso salarial dos professores de 2026 deve ser de 0,37%, bem abaixo da inflação. Com isto, a remuneração dos educadores deve subir de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78. Esse aumento corresponde a R$ 18,10.
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A inflação oficial (IPCA) acumulada em 2025 deve ser fechada em 4,4%, de acordo com a estimativa do Banco Central. Com isso aumento previsto não é suficiente para repor sequer as perdas provocadas pela alta dos preços. O Ministério da Educação (MEC) tem até o dia 31 de janeiro para oficializar a decisão.
O cálculo do índice de reajuste do salário dos professores determina que o piso seja reajustado em janeiro, utilizando o mesmo percentual de crescimento investido por aluno no Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação básica.
Por meio de nota, a Frente Parlamentar Mista da Educação no Congresso ressaltou que acompanha com atenção e responsabilidade o debate em torno do reajuste do piso salarial dos educadores, permanecendo aberta ao diálogo e pronta para colaborar na construção de soluções.
No posicionamento, a Frente Parlamentar afirmou que, na prática, o reajuste abaixo da inflação representa perda no poder de compra para os docentes da educação básica.
“A Frente Parlamentar reafirma seu compromisso com a valorização do magistério, reconhecendo que os profissionais da educação são pilares fundamentais para a garantia do direito à aprendizagem, para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento social e econômico do País. Não é aceitável que uma categoria estratégica para o futuro do Brasil seja submetida a um reajuste tão reduzido, incapaz sequer de recompor as perdas inflacionárias.”
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também questionou o reajuste e prometeu buscar a revisão urgente e pactuada.
O órgão destacou que em 2021, o mecanismo que calcula o piso salarial dos professores não recompõe as perdas inflacionárias, com reajuste de 0%. Em 2024, o aumento foi de 3,62%, também abaixo da inflação.
A CNTE cobrou urgência do Governo e do MEC, e solicitou audiência com o ministro da Educação, Camilo Santana, para discutir alternativas ao critério de atualização do piso, a retomada do Fórum do Piso e a valorização efetiva dos profissionais da educação.
O Portal iG entrou contato com o MEC para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
