
A nomeação de Luca Lima como VP de mídia da We ajuda a ilustrar um movimento que ganha força no mercado: a mídia deixou de ser apenas um braço operacional para ocupar um lugar central na estratégia de negócios das agências. Não se trata mais só de comprar bem, mas de pensar melhor.
Com mais de 17 anos de experiência e passagem recente pela Le Pub, do Grupo Publicis, Luca assume uma área robusta, com mais de 60 profissionais, responsável por marcas de grande porte como EMS, Cacau Show, Shopee, Grupo Petrópolis, BYD, Bridgestone e Novibet. Um portfólio que exige escala, sofisticação em dados e, principalmente, decisões cada vez mais integradas entre criatividade, tecnologia e performance.
O movimento também diz muito sobre o momento da We. Ao reforçar a liderança da mídia, a agência sinaliza que entende o meio como parte da arquitetura criativa e não como uma etapa posterior ao conceito. Em um cenário de verbas pressionadas e múltiplos canais que disputam atenção, quem domina dados, timing e contexto ganha vantagem real.
Luca chega com o discurso de quem acredita em mídia como construção de resultado, não como vitrine. E esse talvez seja o ponto mais relevante da contratação: menos glamour, mais impacto. Menos volume pelo volume, mais inteligência aplicada às escolhas.
A permanência de Gustavo Gaion no Grupo We também indica continuidade, não ruptura. O que muda é o foco. A mídia passa a ser ainda mais tratada como ativo estratégico, capaz de conectar marcas e pessoas de forma mais eficiente e mensurável.
No fim, a contratação diz menos sobre cargos e mais sobre prioridades. Em um mercado cada vez mais orientado por dados, criatividade sem direção custa caro. E mídia sem estratégia custa ainda mais.
