
A onda de protestos contra o governo no Irã, que se estende por quase 15 dias, já deixou 648 mortos e mais de 10 mil presos, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA).
Um vídeo divulgado neste domingo (11) a agência de notícias alemã Deutsche Welle revela a dimensão da tragédia vivida pelo povo iraniano, destacando imagens que mostram dezenas de corpos enfileirados na frente de um necrotério na capital, Teerã. Veja o vídeo.
Os protestos contra o governo no Irã já deixaram 648 mortos e mais de 10 mil presos, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency. Neste domingo (11), um vídeo mostra dezenas de corpos enfileirados na frente de um necrotério na capital, Teerã.
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— iG (@iG) January 12, 2026
Opositora ao regime dos aiatolás e que opera a partir dos Estados Unidos, a HRANA afirmou que os mortos incluem centenas de manifestantes e algumas dezenas de membros das forças de segurança.
Diversas ONGs vêm monitorando as manifestações e reportando o aumento das vítimas. O número real de mortos nos protestos pode ser ainda maior.
O governo iraniano não está divulgando regularmente números oficiais da atuação policial nos protestos e culpa os Estados Unidos e Israel pelas mortes ocorridas nas manifestações violentas.
O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou no domingo que as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”.
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O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os protestos se tornaram mais sangrentos após ameaça de intervenção feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Conforme divulgado pelas agências internacionais, com base em fontes ligadas ao governo Trump, o presidente estaria avaliando a possibilidade de uma intervenção no país.
Trump também afirmou que “está pronto para ajudar os manifestantes” e que o governo iraniano entrou em contato para propor a negociação de um acordo para regular seu programa nuclear.
*Com informações de DW
