Novo documento gratuito já pode ser emitido e vai substituir o RG até 2032, se tornando obrigatório em todo território brasileiro

Novo documento gratuito começa a ser emitido e substituirá o RG em todo o Brasil até 2032

A nova CIN (Carteira de Identidade Nacional) chega para revolucionar a identificação civil no Brasil, adotando o CPF como número único e encerrando a era dos múltiplos registros estaduais. Essa transição, embora gradual, estabelece um marco definitivo para a segurança de dados e modernização do sistema, com validade garantida dos documentos atuais até o ano de 2032.

Por que o modelo antigo de RG precisava mudar?

O sistema anterior permitia que um mesmo cidadão tivesse até 27 números de RG diferentes, um para cada unidade da federação, o que facilitava fraudes e dificultava a integração de dados governamentais. Essa fragmentação gerava insegurança jurídica e brechas para crimes de falsidade ideológica, já que os estados não compartilhavam suas bases de dados de forma eficiente.

Novo documento gratuito começa a ser emitido e substituirá o RG em todo o Brasil até 2032
Novo documento gratuito começa a ser emitido e substituirá o RG em todo o Brasil até 2032 – Foto: Gov.br / Divulgação

Com a implementação da CIN, o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) passa a ser a única numeração válida em todo o território nacional. Isso simplifica a vida do cidadão, que não precisa mais decorar múltiplos códigos, e cria um banco de dados biométrico centralizado e muito mais seguro contra duplicações.

Até quando o documento atual continua valendo?

Não é necessário correr aos postos de atendimento imediatamente, pois a troca do documento será feita de forma gradativa. O RG antigo continua plenamente válido até 28 de fevereiro de 2032 para a grande maioria da população, permitindo uma transição tranquila ao longo dos próximos anos, após essa data, a CIN será obrigatoria.

No entanto, existem exceções importantes relacionadas à idade do titular. Para idosos com mais de 60 anos, o documento antigo terá validade indeterminada, não sendo obrigatória a substituição pelo novo modelo, embora a troca seja recomendada para aproveitar os recursos digitais e de segurança.

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Quais tecnologias tornam a CIN mais segura?

O novo documento incorpora elementos gráficos e digitais de última geração para impedir falsificações e facilitar a verificação de autenticidade. A versão física conta com um QR Code que pode ser lido por qualquer smartphone, permitindo saber na hora se aquele documento foi furtado, extraviado ou se é autêntico, mesmo sem internet.

Além disso, a CIN possui uma zona de leitura automatizada (código MRZ), o mesmo padrão utilizado em passaportes internacionais. Isso facilita a entrada em países do Mercosul, dispensando o uso do passaporte em viagens para nações vizinhas que possuem acordo com o Brasil.

O que o cidadão ganha com a mudança?

A principal vantagem é a integração entre o mundo físico e o digital, já que a nova identidade fica disponível no aplicativo GOV.BR logo após a emissão física. Isso garante que o cidadão tenha seu documento oficial sempre à mão no celular, com a mesma validade jurídica da versão em papel ou policarbonato.

Confira os principais benefícios práticos da nova identidade:

  • Número Único: Fim da multiplicidade de RGs; apenas o CPF é utilizado.

  • Validade Nacional: O documento é aceito e padronizado em todos os estados.

  • Segurança Avançada: QR Code para validação offline e tecnologias anti-fraude.

  • Padrão Internacional: Código MRZ para facilitar viagens no Mercosul.

  • Versão Digital: Acesso imediato pelo celular através da conta GOV.BR.

No vídeo a seguir, o canal com mais de 80 mil inscritos, do Ministério da Gestão e da Inovação, explica um pouco da nova CIN:

É preciso pagar para emitir a nova identidade?

A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é totalmente gratuita para todos os brasileiros, independentemente de ser uma renovação do RG antigo ou a primeira identificação de uma criança. O objetivo é garantir que a atualização documental não gere barreiras financeiras para a população durante esse período de transição.

Para as renovações futuras (segunda via), as taxas serão definidas pelos estados, como já ocorria anteriormente. A validade do novo documento varia conforme a idade: 5 anos para crianças até 11 anos, 10 anos para quem tem de 12 a 59 anos, e indeterminada para maiores de 60 anos.

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