
A Justiça iraniana negou, nesta quinta-feira (15), que Erfan Soltani, preso no início de janeiro durante protestos contra o regime no país, foi condenado à pena de morte. A informação foi divulgada pelo Poder Judiciário a uma mídia estatal.
Segundo a ONG Hengaw, ligada à população de etnia curda no Irã, Soltani seria executado por enforcamento na última quarta-feira (14). Contudo, a organização alegou que a ação adiada.
Acusações
Segundo a mídia estatal, o judiciário informou que o jovem está detido na penitenciária central da cidade de Karaj e foi formalmente acusado de “conluio contra a segurança interna” e “atividades de propaganda contra o regime”.
Além disso, o Irã afirmou que, se as acusações forem confirmadas pelos promotores e um tribunal emitir uma sentença judicial, a pena prevista em lei será a prisão.
Quem é Erfan Soltani?
Erfan Soltani é natural da cidade de Karaj, lugar onde foi detido. Ele trabalhava na indústria de vestuário, de acordo informações do IranWire. Soltani não teve direito à defesa e conseguiu ver a família, após a prisão, por cerca de 10 minutos e apenas uma vez.
À época, a ONG Hengaw para os Direitos Humanos afirmou que a execução de Erfan foi marcada depois de um julgamneto “rápido e obscuro”. Ainda segundo a organização, a família do manifestante foi informada sobre a sentença poucos dias após a prisão.
