Escorpião em casa: o que fazer e como evitar

Justiça manda mercado indenizar cliente picada por escorpiãoReprodução Unsplash

O Brasil tem ainda dois meses de verão, uma época de comemorações, viagens e renovação, mas que também exige cuidados. O calor mais intenso e a incidência de chuvas podem atrair alguns animais indesejados, como os escorpiões.

No ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou 42.526 casos envolvendo escorpiões, incluindo duas mortes.

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Medidas preventivas simples, como vedar ralos, acondicionar lixo em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados, para evitar baratas, moscas ou outros insetos; manter jardins e quintais limpos; evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das casas; já ajudam a diminuir o risco da presença desses animais.

“A prevenção começa dentro de casa e no entorno das residências. A limpeza regular de quintais e a correta destinação dos resíduos reduzem os abrigos e a oferta de alimento para os escorpiões, diminuindo o risco de acidentes”, explica Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES-SP.

Sintomas

O sintoma mais comum após a picada de escorpião é a dor intensa no local do ferimento, mas, em casos mais graves, também podem ocorrer náuseas, suor excessivo, agitação e alterações nos batimentos cardíacos e na respiração. Em caso de suspeita de picada, procure atendimento médico imediato.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o diagnóstico de envenenamento dos acidentes escorpiônicos é eminentemente clínico-epidemiológico, não sendo empregado na rotina hospitalar exame laboratorial para confirmação do veneno circulante.

Alguns exames complementares são úteis para auxílio no diagnóstico e acompanhamento de pacientes como eletrocardiograma, radiografia do tórax, ecocardiografia e exames bioquímicos.

O tratamento específico é feito com o Soro Antiescorpiônico, de preferência ou, na falta deste, com o Soro Antiaracnídico (Loxosceles, Phoneutria e Tityus).  Os soros devem ser administrados em ambiente hospitalar e sob supervisão médica.

O Governo do Estado possui 233 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno, pensados para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento. Esses pontos estão preparados para acidentes com animais peçonhentos e possuem soro antiescorpiônico.

Espécies no Brasil

No Brasil, os escorpiões de importância em saúde pública são as seguintes espécies do gênero Tityus:

  • Escorpião-amarelo (T. serrulatus) – com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano.
  • Escorpião-marrom (T. bahiensis) – encontrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) – Também apresenta reprodução do tipo partenogenética. É a espécie mais comum no Nordeste, apresentando alguns registros nos estados de Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus) – Principal causador de acidentes e óbitos na região Norte e no Estado de Mato Grosso.
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