
Elias Kesrouani é um jurista letrado, culto e com olhar atento para o Brasil. Sérgio Paulo Grotti é advogado e interlocutor de frentes do agronegócio. Fernando Vilela é empresário e acredita no Brasil por meio de projetos de altíssima magnitude. Todos estão estarrecidos com os bilhões destinados ao fundo partidário para as eleições deste ano.
Troquei considerações com os três sobre o momento vivido pelo país e pelo mundo. O empreendedorismo foi o tema mais citado como caminho para alavancar os interesses comerciais do Brasil no exterior. A produção de alimentos deverá causar um novo impacto na balança comercial — positivo e grandioso.
Eles afirmam que o empreendedorismo e o agronegócio não têm seus olhos voltados para a distribuição do fundo partidário. Defendem que esses recursos poderiam ser investidos em outros segmentos da sociedade. Há muitas arestas a serem fechadas, e saúde, educação e segurança fazem parte desse contexto.
Sempre defendi o empreendedorismo como uma alavanca de crescimento para o Brasil. Todos sabem que a inteligência artificial chegou e poderá causar alguns estragos durante a campanha eleitoral deste ano, caso não seja devidamente regulada. Por outro lado, o empreendedor brasileiro está atento à IA para promover melhorias em seus negócios. No campo, essa intenção é visível.
Existem dificuldades? Sim. Com o clima mudando em todo o planeta, é preciso manter os olhos abertos. Elias, Sérgio e Fernando sempre estiveram presentes no Brasil com ideias e projetos voltados para engrandecer seus segmentos. O Direito assegura o bom caminhar, os investimentos são robustos e os resultados demonstram otimismo a cada ano, fruto dos esforços empregados, sem que o barulho político afete o cotidiano.
Há muita coisa errada neste país? Há. INSS e Banco Master estão apenas no começo do barulho; muita coisa ainda virá pela frente. Se o que foi garimpado nessas operações fosse empregado no crescimento do empreendedorismo no Brasil, glória a Deus.
Muitos empreendedores tocam seus projetos com o que têm no bolso. Quando encontram parceiros, vibram em oração. Em décadas passadas, não existia fundo partidário. Campanha eleitoral era uma festa: shows, churrasco, camisetas — que muitos usavam como roupa de domingo — e bonés. Acredito que não causavam tanto rebuliço quanto nos tempos atuais.
Hoje, há candidato com 200 votos recebendo recursos muito além da sua capacidade nas urnas. Quando chega a hora da prestação de contas, gaguejar é preciso. Elias, Sérgio, Fernando e eu concluímos que o Brasil anda sozinho, apesar dessas querelas políticas que só atrapalham o desenvolvimento nacional. Enquanto isso, o empreendedor segue focado na prancheta e o agronegócio, na colheita.
