Trump critica ONU durante lançamento do ‘Conselho da Paz’

Donald Trump, presidente dos Estados UnidosCasa Branca/Reprodução

Durante lançamento oficial do ‘Conselho da Paz’, nesta quinta-feira (22), o presidente Donald Trump teceu críticas à Organização das Nações Unidas (ONU). “Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, disparou. 

Na cerimônia, realizada em Davos, na Suíça, ele ressaltou que o conselho terá aval para “fazer tudo o que quisermos”. Trump será presidente vitálicio do ‘Conselho da Paz’, podendo convidar membros e vetar participações no órgão.

“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse.

Quais países participam do Conselho?

Ao todo, cerca de 20 nações confirmaram participação no ‘Conselho da Paz’. A adesão envolve assinatura de documentos conforme procedimentos legais de cada um, com foco inicial em Gaza, mas com possibilidade de expansão para outros conflitos.

Confira os países confirmados:

  • Oriente Médio: Arábia Saudita,Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Israel, Jordânia, Turquia;
  • Ásia: Azerbaijão, Cazaquistão, Indonésia, Mongólia, Paquistão, Uzbequistão, Vietnã;
  • Europa: Armênia, Belarus, Bulgária, Hungria, Kosovo;
  • Àfrica: Marrocos
  • América do Sul: Argentina, Paraguai

Cerca de 35 países confirmaram adesão inicial. Ao todo, mais de 50 nações foram convidadas. Brasil e Rússia ainda analisam ou não responderam oficialmente. Enquanto a China rejeitou a proposta, priorizando a ONU.

O que é o ‘Conselho da Paz’?

O ‘Conselho da Paz’ tem como foco inicial a reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza. Segundo o governo norte-americano, o órgão foi criado para promover estabilidade, restaurar governança legítima e garantir paz  em zonas de conflito, atuando como alternativa a instituições já consolidadas, como a ONU.

A criação do conselho é vista por parte da comunidade internacional como tentativa de substituir a ONU, com poderes amplos concentrados em Donald Trump e desvio do mandato original de Gaza.

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