
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse que ainda não decidiu se deixará o cargo antes do fim do mandato, mesmo com articulações em curso na Assembleia Legislativa (Alerj) para uma possível eleição indireta que definiria um governador “tampão” até dezembro. A declaração foi dada após o lançamento do Programa Sentinela, considerado o maior projeto de integração entre tecnologia e segurança pública da América Latina, em evento realizado no Palácio Guanabara, na capital fluminense. O Portal iG esteve presente tanto na apresentação do programa quanto na entrevista coletiva concedida pelo governador ao fim da agenda. Questionado sobre os movimentos políticos e sobre a possibilidade de apoiar um sucessor, Castro afirmou que não há qualquer definição sobre sua saída e classificou como precipitada a discussão sobre eleição indireta. “Querem velar o corpo de quem está vivo. Eu ainda não anunciei que sou candidato a nada para as pessoas estarem dizendo que vai ter uma eleição indireta”, afirmou o governador.
Segundo Castro, nem mesmo há certeza de que uma eleição indireta será necessária, e qualquer decisão será debatida dentro do seu partido e do campo político aliado, e apenas após o carnaval. Mesmo com lideranças da política fluminense já se articulando nos bastidores da Alerj e com o governador aparecendo bem posicionado em cenários para a eleição ao Senado, Castro reforçou que tem compromisso com o Estado até o fim do mandato, em 31 de dezembro.
O governador destacou também que, caso opte por deixar o cargo, só o fará se houver consenso em torno de um nome capaz de administrar o estado até o fim do ano, diante dos desafios fiscais e administrativos. “É uma máquina com déficit relevante e que não pode deixar contas de um ano para o outro. Se eu sentir que não há consenso ou que não há alguém com condições, eu simplesmente não saio e fico até o final”, declarou.
Secretário Nicola é mencionado como possível nome
Mesmo sem confirmar sua saída, Castro afirmou que há, no Rio de Janeiro, nomes com conhecimento da estrutura administrativa que poderiam assumir o governo em uma eventual eleição indireta. O governador citou nominalmente o secretário Nicola como exemplo, mas reforçou que a responsabilidade pela decisão final é exclusivamente sua.
“Fui escolhido por quase cinco milhões de pessoas para cuidar do Rio até o último dia. Se não houver consenso, eu fico até o final. Esse é um recado claro que já deixei para todos”, concluiu.
