Mercado monitora PMIs e inflação nos EUA enquanto fluxo externo fortalece ativos brasileiros

MERCADO FINANCEIRO

O mercado financeiro inicia o dia nesta sexta-feira (23) com atenção concentrada nos PMIs preliminares de janeiro, divulgados pela S&P Global, que oferecem uma leitura antecipada sobre o ritmo da atividade econômica nas principais economias do mundo.

Os dados abrangem Zona do Euro, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, e são acompanhados de perto por investidores em um momento de reprecificação global dos ativos de risco.

Nos Estados Unidos, outro indicador relevante da agenda é o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, com foco especial nas expectativas de inflação. O dado tem peso adicional no atual contexto, em que o Federal Reserve busca calibrar o ritmo de cortes de juros sem perder o controle sobre a dinâmica inflacionária.

No mercado de commodities, o petróleo acompanha, no período da tarde, os números da Baker Hughes sobre a quantidade de plataformas de perfuração ativas, indicador que ajuda a medir a disposição das empresas em ampliar ou reduzir a oferta futura da commodity.

Brasil tem agenda esvaziada, mas fluxo externo segue como principal vetor do mercado

No Brasil, a agenda econômica é mais curta. O único indicador relevante do dia é a prévia do IPC-S, divulgada pela manhã, que traz uma leitura preliminar da inflação ao consumidor em janeiro.

Apesar da escassez de dados domésticos, o principal fator de sustentação dos mercados locais continua sendo o fluxo estrangeiro para a B3. Somente em janeiro, quase R$ 9 bilhões já ingressaram na Bolsa brasileira, o que representa mais de um terço de todo o fluxo registrado ao longo de 2025.

Esse movimento ocorre em um ambiente de dólar mais fraco e juros futuros em trajetória de queda, refletindo uma maior tomada de risco por parte do investidor internacional e uma realocação de portfólio em direção a mercados emergentes.

Caso Banco Master entra no radar institucional

No campo político-institucional, o caso Banco Master voltou ao noticiário após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sair em defesa da atuação da Corte e das decisões do ministro Dias Toffoli.

A manifestação de Fachin ocorre em meio ao debate sobre o papel do Judiciário em processos envolvendo o sistema financeiro e adiciona um componente institucional ao ambiente de mercado, ainda que, por ora, sem impacto direto sobre os ativos.

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