Bombeiros encerram buscas em Brumadinho (MG) 7 anos após tragédia

Sete anos após o rompimento da barragem, bombeiros encerram buscas por vítimasDivulgação/CBMMG

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encerrou, neste domingo (25), as buscas pelas vítimas do rompimento da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), após sete anos do desastre ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Em balanço divulgado neste domingo, o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcelos, destacou a dimensão do trabalho realizado.

Nesse 25 de janeiro de 2026, são 2558 dias de buscas ininterruptas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Nós chegamos a 100% de vistoria em todos os quase 11 milhões de metros cúbicos de rejeito extravazados no rompimento da barragem”, afirmou Barcelos.

Segundo o porta-voz, apesar do encerramento das buscas em campo, “a operação Brumadinho continua ativa, principalmente pelo trabalho da Polícia Civil na análise e perícia dos segmentos encontrados pela nossa corporação”.

Barcelos também ressaltou o compromisso assumido desde o início da tragédia. “Fica o sentimento de dever cumprido, de termos honrado um compromisso afirmado lá no início”, declarou.

Placa em homenagem às vítimas da tragédia em Brumadinho é inaugurada na Academia de Bombeiros Militar de Minas GeraisDivulgação/CBMMG

O porta-voz ainda fez referência direta às famílias das vítimas. “E também renovamos o nosso agradecimento a todos os familiares de vítimas prestando a nossa homenagem. A operação Brumadinho, sem dúvidas, materializou o nosso propósito de salvar e valorizar vidas.”

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O desastre

O rompimento da barragem de rejeitos de minério ocorreu às 12h28 de uma sexta-feira, na Mina Córrego do Feijão, e liberou cerca de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos que se espalharam por uma área aproximada de 290 hectares.

A lama atingiu estruturas administrativas e operacionais que estavam em funcionamento, além de imóveis residenciais e comerciais, áreas de cultivo, vegetação nativa e cursos d’água.

O material percorreu o leito do Ribeirão Ferro-Carvão, no Córrego do Feijão, destruindo estruturas ao longo do trajeto e provocando um elevado número de vítimas entre moradores da comunidade local, turistas e animais.

O fluxo de rejeitos avançou até o Rio Paraopeba, alcançado a cerca de nove quilômetros do ponto de origem da barragem.

Diante da gravidade do cenário, equipes do Corpo de Bombeiros de diversas unidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte foram mobilizadas, dando início à maior operação de busca e salvamento já realizada em Minas Gerais, segundo a corporação.

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