
A Polícia Civil de São Paulo informou nesta segunda-feira (26) que duas crianças vistas em um hotel no centro da capital não são os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que desapareceram em 04 de janeiro em Bacabal, no Maranhão.
A suspeita começou no último sábado (24), após uma denúncia indicar que os menores estariam no bairro da República. Policiais da Divisão Antissequestro foram até o local, mas confirmaram que a informação era falsa.
Em nota ao Portal iG, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) explicou que os agentes visitaram os endereços informados e “constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas“.
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O desaparecimento no Quilombo
Ágatha e Allan sumiram enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, no interior do Maranhão. Ambos estavam acompanhados de um primo de 7 anos, Anderson Kauã, que também desapareceu, mas foi localizado sozinho três dias depois por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa.
O menino relatou que deixou os irmãos em uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída“, enquanto tentava buscar socorro.
Após passar 14 dias internado para receber cuidados médicos e apoio psicológico, Kauã ajudou as equipes de busca e guiou os policiais até a cabana, situada perto das margens do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram sinais da presença das crianças.
Buscas e recompensa
As investigações contam com o apoio da Marinha e do Corpo de Bombeiros, utilizando equipamentos de sonar para realizar varreduras em um trecho de 3 km do rio, além de cães farejadores que vasculham uma área de 54 km² de vegetação fechada e terreno irregular.
Recentemente, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, anunciou que a estratégia foi alterada para priorizar a investigação policial em vez das buscas diretas em campo.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), ainda anunciou uma recompensa de R$ 20.000,00 por informações verdadeiras sobre o paradeiro das crianças.
