Cão Orelha: pais e tio de adolescentes suspeitos vão responder por coação


Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescentes e não resiste aos ferimentos
A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coação na investigação que apura a morte do cão comunitário Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, uma das regiões mais nobres de Florianópolis. A investigação que apura o crime de maus-tratos cometido por quatro adolescentes continua.
Em coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira (27), a Polícia Civil detalhou que os investigados são pais e um tio dos adolescentes. Dois deles são empresários e o outro advogado.
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Os nomes deles não foram revelados pelos delegados e a corporação informou que o crime de coação foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria imagens que poderiam colaborar com a investigação da ocorrência.
Somente no inquérito do crime de coação, 22 pessoas foram ouvidas. A Justiça, no entanto, não autorizou a apreensão dos aparelhos eletrônicos dos investigados.
Coação é o crime de ameaçar ou agredir alguma das partes de um processo judicial – juízes, testemunhas, advogados, vítimas ou réus, por exemplo – para tentar interferir no resultado.
Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis
Reprodução/Redes sociais
Como o cão Orelha foi morto e onde ele vivia?
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Segundo relatos de moradores, o cachorro estava desaparecido. Dias depois, uma das pessoas que cuidavam de Orelha, o encontrou durante uma caminhada, caído e agonizando.
Ela recolheu o animal e o levou a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não houve alternativa além da eutanásia.
A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles.
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