
O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrado na manhã desta quarta-feira (28), após a prisão do síndico Cléber Rosa de Oliveira durante a madrugada. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para religar a energia de seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança registraram o último momento em que ela foi vista.

Mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes buscava incessantemente respostas para o desaparecimento da filha. A família ficou sem respostas sobre o que havia acontecido durante 40 dias. Em entrevista ao Portal iG, ela relatou que, conforme os dias passavam, a angústia e a incerteza só aumentavam.
Com os desdobramentos desta quarta-feira, Nilse afirma viver uma mistura de sentimentos. “Dá alívio, raiva e nojo, uma mistura de tudo”, relatou.
A reportagem do Portal iG entrou em contato com os advogados de defesa de Cléber Rosa de Oliveira, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.
O que diz a Polícia Civil?
A Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (28), e afirmou que localizou o corpo da corretora de imóveis Daiane, desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas. O principal suspeito, o síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime após ser preso. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido para apuração de possível participação.
Durante a coletiva, os policiais e delegados que participaram do caso afirmaram que as investigações começaram oficialmente na noite de 18 de dezembro, após a comunicação do desaparecimento. Equipes do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) atuaram em força-tarefa, ouvindo 22 pessoas e analisando imagens internas do condomínio.
De acordo com a Polícia Civil, a ausência de imagens externas e o controle de acesso do prédio dificultaram a reconstrução imediata dos fatos. Ainda assim, os investigadores identificaram que o crime teria ocorrido em oito minutos, sem entrada de pessoas estranhas no local.
Ao longo da apuração, a polícia constatou que Cléber tinha meios, oportunidade e motivação para cometer o crime, uma vez que mantinha diversos atritos com a vítima relacionados à administração de apartamentos da família de Daiane no condomínio.
Após o cumprimento do mandado de prisão, Cléber apresentou contradições em depoimento. Ele afirmou à polícia que não havia saído de casa naquela noite, porém câmeras de segurança o flagraram deixando o prédio por volta das 20h, com a traseira da caminhonete fechada, e retornando com a traseira aberta. Diante das provas reunidas, o investigado indicou à polícia o local onde havia deixado o corpo. A área fica em uma região de mata, a cerca de 15 quilômetros da cidade. O corpo foi localizado após o próprio suspeito conduzir os policiais até o local.

A Polícia Civil segue apurando a dinâmica completa do crime e a eventual participação do filho do suspeito.

Sepultamento
O corpo da corretora Daiane Alves, assassinada em Caldas Novas, em Goiás, será sepultado em Urberlândia, cidade onde ela nasceu.
Ela será enterrada no Cemitério Parque dos Buritis, mas o velório e o sepultamento dependem da conclusão do translado.
