A margem de manobra do Brasil

Brasil no centro do equilíbrio diplomáticoImagem gerada por IA

O Brasil adota uma postura de não alinhamento ativo buscando preservar a sua autonomia frente à crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China Isso significa recusar a lógica binária de alinhamento com um ou outro polo priorizando uma posição de equilíbrio.

O Brasil vê na multipolaridade uma oportunidade de diversificar e minimizar riscos e ampliar a sua capacidade de diálogo, mantendo ações abertas com ambos os lados Entretanto essa margem estreita de manobra exige um refinamento constante.

Por um lado Washington espera de nós uma reafirmação do nosso pertencimento a ordem ocidental, de outro a China já e há mais de uma década o principal parceiro comercial brasileiro e tem presença estratégia em setores importantes da economia brasileira.

Nesse cenário a nossa participação nos Brics e também um desafio de equilíbrio para não desagradar as duas potências rivais Não podemos abandonar os Brics e sul global que são plataformas de relevo para a nossa Diplomacia As duas opções são armas do multilateralismo tão importante para o Brasil e as potências médias como uma espécie de norte estratégico para a ação diplomáticas brasileira São espaços de atuação relevantes para fazer face à pretensões hegemônicas e nos permitir a construção de coalizões flexíveis e funcionais com base em interesses convergentes e não necessariamente em identidades geopolíticos fixas.

O retorno de Washington a doutrina Monroe com pressão para alinhamento automático e políticas protecionistas não são do nosso interesse nacional e afetam a defesa da soberania nacional que não pode ser negociável Nesse contexto o Brasil deve manter uma atitude firme, mas pragmática como aliás temos feito nestes últimos três anos.

Finalmente a defesa da Democracia, do estado de direito e dos direitos humanos e das minorias étnicas devem ser parte prioritária da agenda do Brasil nos fóruns internacionais Fazem parte do nosso soft power que nos traz credibilidade e respeito no sistema multilateral.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.