
A segunda fase de vistorias em imóveis atingidos pelo tornado que passou por Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, começou nesta semana e deve seguir até sexta-feira (6). Equipes formadas por engenheiros da Defesa Civil Estadual e voluntários do CREA-PR estão no município para avaliar quase 500 casas e estabelecimentos danificados pelo fenômeno. O levantamento técnico vai servir de base para a liberação de uma nova rodada do Auxílio Reconstrução, benefício destinado às famílias afetadas. Desde novembro do ano passado, o Governo do Estado já destinou R$ 17,8 milhões aos moradores da cidade, a 382 quilômetros da capital paranaense.
Rápido e destrutivo: tornado destruiu 90% da cidade paranaense
O tornado que destruiu Rio Bonito do Iguaçu foi classificado na categoria F4 (são considerados devastadores, com velocidade do vento estimada entre 332 km/h e 418 km/h). O evento ocorreu no início da noite de sexta-feira, dia 7 de novembro de 2025. Uma rápida virada no tempo permitiu a formação do tornado que, em menos de 1 minuto, destruiu 90% da cidade.
A Defesa Civil informou que seis pessoas morreram na tragédia e os efeitos do tornado pode ser ainda sentido em cidades próximas ao município, como Laranjeiras do Sul, Cantagalo e Guarapuava. Mas, diferentemente de Rio Bonito do Iguaçu, essas cidades não sofreram perdas materiais como a derrubada de prédios públicos, mercados e ginásios esportivos.
Os cálculos feitos pelo Governo no pagamento de valores pelo Auxílio Reconstrução avaliam o grau de destruição e abalo sofrido por cada estrutura. O valor a ser destinado é distribuído em três categorias: R$ 20mil (danos parciais), R$ 35 mil (danos severos) e R$ 50 mil (ruína).
