Novas regras do trabalho aos domingos e feriados entraram em vigor no dia 1º

Escala de trabalho organizada conforme as novas diretrizes de descanso semanal

O trabalho em feriados no comércio ganhou um novo prazo para adaptação e só terá fiscalização rigorosa a partir de 1º de março de 2026. Essa mudança impacta diretamente lojistas e funcionários, que agora dependem de acordos sindicais firmados para operar legalmente nessas datas específicas sem sofrer sanções.

O que muda com a nova data de março de 2026?

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) decidiu adiar a vigência plena da Portaria nº 3.665/2023. A decisão visa dar um “prazo técnico” para que patrões e empregados consigam sentar e negociar as regras de funcionamento sem pressa ou atropelos jurídicos.

O ministro Luiz Marinho reforçou que a prioridade é o diálogo social. A prorrogação serve para consolidar as convenções coletivas em todo o país, garantindo que ninguém seja pego de surpresa quando a fiscalização começar a bater na porta das empresas.

Calendário de mesa marcado em "1º MAR" ao lado de um documento de acordo coletivo sendo assinado, com uma loja ao fundo.
Calendário de mesa marcado em “1º MAR” ao lado de um documento de acordo coletivo sendo assinado, com uma loja ao fundo.

A portaria proíbe a abertura das lojas no feriado?

Não existe proibição de abertura, mas sim uma mudança na forma de autorização. Antes, o dono da loja decidia sozinho; agora, a Lei nº 10.101/2000 volta a ter peso total, exigindo que a abertura seja autorizada expressamente em convenção coletiva de trabalho.

Isso significa que o funcionamento depende de um documento assinado entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal. Sem esse papel, abrir as portas no feriado vira uma infração trabalhista passível de multas pesadas.

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Qual a diferença entre a regra antiga e a atual?

A gestão anterior facilitou a abertura unilateral, mas o governo atual considera que isso retirou direitos de negociação dos trabalhadores. O objetivo agora é equilibrar a balança e garantir segurança jurídica para ambos os lados.

Analise na tabela o que valia antes e o que passa a valer:

Critério Regra Antiga (Portaria 671/2021) Nova Regra (Março/2026)
Decisão de Abrir Unilateral (Dono decidia) Negociada (Sindicatos)
Base Legal Portaria Administrativa Lei Federal 10.101/2000
Segurança Risco de passivo trabalhista Acordo formalizado e seguro

Por que a convenção coletiva virou obrigatória?

O governo defende que a negociação coletiva é o único instrumento capaz de garantir que o funcionário receba suas horas extras ou folgas compensatórias corretamente. A ideia é evitar abusos onde o trabalhador perde o descanso sem receber nada em troca.

Observe os pontos principais defendidos pelo Ministério com essa medida:

  • Fortalecimento Sindical: Obriga as empresas a dialogarem com os representantes da categoria.
  • Equilíbrio de Poder: O funcionário deixa de ser obrigado a trabalhar sem garantias claras.
  • Cumprimento da Lei: Resgata a legislação de 2000 que havia sido flexibilizada via portaria.
Escala de trabalho organizada conforme as novas diretrizes de descanso semanal
Escala de trabalho organizada conforme as novas diretrizes de descanso semanal

Quem sai ganhando com essa decisão do governo?

Para os trabalhadores, a vantagem é a garantia de que o trabalho no feriado será devidamente remunerado ou compensado. Já para os empresários, apesar da burocracia inicial, ter uma convenção assinada evita processos trabalhistas futuros e traz clareza sobre os custos de operação.

A medida também respeita as legislações municipais, criando um ambiente de negócios mais organizado. Com o prazo estendido até 2026, o setor varejista tem tempo suficiente para se ajustar sem sofrer impactos imediatos no faturamento.

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