
Portugueses voltam às urnas em 2º turno histórico para escolher novo presidente
Pesquisas de boca de urna indicam que António José Seguro, do Partido Socialista, é o novo presidente de Portugal.
As pesquisas de boca de urna mostram Seguro com 67% a 73% dos votos, enquanto seu rival de extrema-direita, André Ventura, fica com 27% a 33%.
O candidato de esquerda disputou a preferência dos portugueses com André Ventura, fundador do partido de extrema direita Chega, no 2º turno após avançar com o maior número de votos na primeira votação – 31% contra 23,49% do adversário.
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Pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas já indicavam a vitória de Seguro. Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostrava o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do Chega.
Ventura enfrentou um índice de rejeição alto — cerca de 60% dos eleitores, segundo pesquisas.
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Esta foi a primeira vez, em 40 anos, que Portugal teve segundo turno nas eleições presidenciais, um indicativo da grande fragmentação.
O cargo da Presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.
Eleição foi adiada em alguns municípios
As tempestades que vem afetando Portugal nas últimas semanas fizeram com que o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorreu em todo país neste domingo (8), fosse adiado em alguns municípios mais afetados.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, cidades no sul e no centro do país adiaram a votação por uma semana. Cerca de 37 mil eleitores, o que corresponde a 0,3% do total, foram afetados.
André Ventura, candidato do partido de extrema direita de Portugal Chega
REUTERS/Rodrigo Antunes
Ao chegar para votar, o candidato André Ventura, do partido de extrema direita Chega, criticou o governo por manter a data das eleições. Ele vinha defendendo nos últimos dias que elas fossem adiadas em solidariedade às vítimas das chuvas torrenciais e ventos fortes.
“Acho que foi desrespeitoso porque transformou alguns portugueses em cidadãos de primeira classe e outros em cidadãos de segunda classe. Acho que em muitas partes do país, as pessoas se sentem desrespeitadas”, afirmou.
António José Seguro, candidato do Partido Socialista de Portugal
REUTERS/Pedro Nunes
O outro candidato, Antônio José Seguro, do Partido Socialista, que é apontado como favorito nas pesquisas de intenção de voto da imprensa portuguesa, também falou sobre o adiamento em algumas zonas eleitorais. Expressou solidariedade aos afetados, mas pediu que os cidadãos não deixem de ir às urnas:
“Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Estamos a eleger o Presidente da República para os próximos cinco anos, o que é uma decisão muito importante. Expresso também a minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do nosso país”.
No final de janeiro, a tempestade Kristin deixou 5 mortos, um rastro de destruição e quase meio milhão de pessoas sem energia no país.
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