Polícia confirma 6ª vítima de intoxicação em piscina de academia

Juliana Faustino Bassetto, 27, passou mal na aula de natação e morreu pouco tempo depoisReprodução/redes sociais

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou, nesta terça-feira (10), que a Polícia Civil foi notificada da sexta vítima de suspeita de intoxicação após uma aula de natação em uma academia localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo.

O caso aconteceu no último sábado (7). A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal depois de sair da aula, procurou atendimento médico em um hospital em Santo André, mas não resistiu e morreu.

Seu marido, Vinicius de Oliveira, que também estava na piscina, foi internado em estado grave.

Na manhã do dia seguinte, no domingo (8), segundo a Secretaria de Segurança Pública informou ao iG, o pai de um adolescente de 14 anos, aluno da academia, também notificou a Polícia Civil que seu filho havia passado mal, com sintomas de intoxicação. Ele também está internado em estado grave.

As outras vítimas são uma aluna de 29 anos, internada após sentir náuseas, vômitos e diarreia, e um outro aluno, também internado, mas em leito comum.

A academia fica na zona leste de SP; caso foi registrado como morte suspeitaReprodução/redes sociais

Não foram informados a idade e o estado de saúde da última vítima notificada.

Funcionária vai depor

Ainda segundo informações da SSP ao iG, as investigações do caso prosseguem pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), que determinou o depoimento de uma funcionária do local.

“A autoridade policial determinou a oitiva de funcionários do local e realiza demais diligências para esclarecer o caso”, informou, em nota.

Além disso, a SSP afirmou que laudos periciais estão em elaboração e serão analisados assim que concluídos.

A polícia investiga se a intoxicação ocorreu por gases liberados a partir da mistura de cloro com outro produto químico, preparada para tratamento da piscina. Os gases se espalharam pelo ambiente fechado.

O responsável pela preparação dos produtos era um funcionário que acumulava a função de manobrista e realizava a manutenção da piscina.

Nesta segunda-feira (9), a prefeitura de São Paulo informou que a academia foi interditada após a constatação de irregularidades quanto à segurança do local.

A investigação policial também apurou que a academia não possuía alvarás e autorizações necessárias para o funcionamento da piscina, além de apresentar instalações elétricas consideradas precárias.

A direção da academia declarou que interrompeu imediatamente as atividades da piscina assim que tomou conhecimento do ocorrido, acionou o socorro e seguiu as orientações das autoridades.

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