
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) condenou os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, assassinos da vereadora Marielle Franco, a pagar uma indenização por danos morais a Mônica Benício, viúva da parlamentar. A informação é do Portal g1 e foi publicada na tarde de terça-feira (10).
A decisão também estabelece que será paga uma pensão equivalente a dois terços do salário que Marielle receberia enquanto aguardava o tempo de vida esperado para quem exerce o cargo de vereadora, além do pagamento de 13º salário e férias. O valor da indenização é de R$ 200 mil.
O escritório que representa a viúva informou ao g1 que vai recorrer para pedir um aumento no valor da indenização.
O iG procurou o TJ, mas foi informado que o processo tramita em segredo de justiça.
Marielle
Marielle Franco foi eleita vereadora da Câmara dos Deputados do Rio em 2016, pelo PSOL, com 46.502 votos, para o mandato 2017-2020. Na época, foi a quinta mais votada. Durante o mandato, presidiu a Comissão da Mulher da Câmara. Em fevereiro de 2018 foi escolhida como relatora de uma comissão na Câmara que iria acompanhar a atuação das tropas na intervenção federal no Rio. Relembre a trajetória da vereadora.
Em 2018, a vereadora foi morta a tiros em um carro na Região Central do Rio. Após quase um ano do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos pelo assassinato.
Em 2024, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão (Deputado Federal pelo União Brasil) também foram presos apontados como mandantes do crime. Além deles, o delegado Rivaldo Barbosa também foi preso. Ele foi acusado de ajudar a planejar crime e de atrapalhar as investigações.
