PF cita lei sobre indícios de crimes cometidos por magistrados ao entregar ao STF relatório sobre celular de Vorcaro

Ao encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório sobre os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal cita um artigo da Lei Orgânica da Magistratura que trata de situações em que há índicios de crimes cometidos por magistrados e um trecho do regimento interno do STF sobre declaração de suspeição.
A declaração de suspeição é o ato de um magistrado para reconhecer que não pode ser o relator de um processo, abrindo mão dele.
O celular de Vorcaro apreendido pela PF continha menções ao ministro Dias Toffoli, do STF, que é o relator da investigação sobre o Banco Master no tribunal.
Segundo o blog apurou, a PF não pediu a suspeição de Toffoli.
As menções a Toffoli aparecem em conversas no celular. O aparelho foi apreendido em novembro na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras Master, liquidado pelo Banco Central.
O blog apurou que o envio do relatório da PF ao Supremo aumenta a pressão para que Toffoli deixe o caso Master.
Há nos bastidores do tribunal uma corrente que defende que Toffoli se afaste da relatoria desde o ano passado exatamente por isso: pelo temor de que as investigações avancem e exponham ainda mais a corte.
O ministro, até entao, vinha dizendo que não deixaria o caso e que poderia mandá-lo para a primeira instância mais adiante.
Agora, com citação a foro a autoridades com privilegiado nos documentos, os ministros voltam a avaliar que a situação de Toffoli à frente do caso é insustentável e arrasta o STF para a crise.
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