Inflação dos EUA perde força: CPI americano recua para 2,4% em 12 meses

CPI AMERICANO

O CPI americano, índice oficial de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, registrou alta de 0,2% em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), desta sexta-feira (13). Em 12 meses, a inflação acumulada desacelerou para 2,4%, abaixo dos 2,7% observados até dezembro.

O resultado veio próximo do que o mercado considera compatível com a meta do Federal Reserve e reforça a leitura de que a inflação americana segue em trajetória de acomodação, embora ainda exista pressão relevante no setor de serviços.

CPI americano: moradia continua sendo o principal foco inflacionário

O principal vetor de alta no mês foi o componente de habitação (shelter), que avançou 0,2% e voltou a liderar a pressão sobre o índice geral.

Esse grupo tem sido o mais monitorado pelo banco central americano porque reflete o comportamento da inflação de serviços, considerada mais persistente do que a inflação de bens.

Também contribuíram para a alta:

  • passagens aéreas;

  • cuidados pessoais;

  • recreação;

  • assistência médica;

  • comunicação.

Já o núcleo do CPI (Core CPI), que exclui alimentos e energia e é a medida preferida do Fed para avaliar tendência inflacionária, subiu 0,3% no mês e acumula 2,5% em 12 meses.

Energia ajuda a conter a inflação

Parte da pressão foi compensada pela queda nos preços de energia, que recuaram 1,5% em janeiro.

Além disso, alguns itens apresentaram alívio:

  • carros e caminhões usados;

  • mobiliário doméstico;

  • seguro de veículos.

No grupo de alimentação, os preços subiram 0,2% no mês:

  • alimentação em casa: +0,2%;

  • alimentação fora de casa: +0,1%.

No acumulado anual, os alimentos avançam 2,9%, enquanto a energia registra leve queda de 0,1% em 12 meses.

O que o CPI americano indica para os juros do Fed

A desaceleração do CPI americano para 2,4% reforça a avaliação de que a inflação já se aproxima do objetivo do Federal Reserve, que gira em torno de 2%.

No entanto, o comportamento do núcleo, ainda sustentado pelo custo de moradia e serviços, indica que o banco central americano tende a manter cautela antes de iniciar um ciclo mais agressivo de cortes de juros.

Na prática, o dado reduz o risco de novas altas da taxa básica, mas também não confirma cortes imediatos, mantendo a política monetária dependente dos próximos indicadores de inflação e mercado de trabalho.

Impacto para mercados globais e Brasil

A inflação controlada nos Estados Unidos costuma influenciar diretamente:

  • o comportamento do dólar global;

  • fluxos para mercados emergentes;

  • juros futuros no Brasil.

Um CPI moderado tende a aliviar as taxas dos Treasuries e melhorar o ambiente para ativos de risco, incluindo bolsas e moedas de países emergentes.

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