
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, divulgou uma lista com o nome de 300 personalidades públicas citadas nos arquivos no “caso Epstein”. O antigo financista, falecido em 2019, é investigado pela prática de crimes sexuais. As informações são dos portais Daily Mail e New York Post.
Além de nomes já conhecidos e com suspeitas de possuírem ligação com Epstein, como o do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, há outras personalidades impactantes na lista de Bondi. Dentre elas, estão os nomes do fundador da empresa Microsoft, Bill Gates, e da atriz e empresária Kim Kardashian.
A carta enviada ao Congresso inclui pessoas que são ou foram funcionárias do Governo dos Estados Unidos ou que são “minimamente expostas”. É importante destacar que a citação delas nos conteúdos não faz com que essas pessoas sejam, necessariamente, culpadas ou que tenham cometido qualquer tipo de crime.
Ainda sim, a citação de alguns famosos em arquivos do “caso Epstein” tem provocado uma série de conflitos entre casais e, até mesmo, perdas de títulos e honrarias. Andrew Mountbatten-Windsor (irmão do Rei Charles, da Inglaterra), por exemplo, perdeu o status de “príncipe” por supostamente estar envolvido em crimes.
Quem mais está incluído na lista divulgada pela procuradora?
Além dos nomes já citados, há outros que estão dentro dos arquivos. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a esposa, Michelle Obama, são alguns deles. A ex-primeira-ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher, a antiga princesa Diana (ex-esposa do Rei Charles) e a cantora Beyoncé também aparecem no documento.
São citados também: o Príncipe Harry (filho do Rei Charles e antigo membro da Monarquia britânica), Woody Allen (cineasta e ator), Kamala Harris (ex-vice-presidente dos Estados Unidos), Mark Zuckerberg (fundador do Facebook), Elon Musk (empresário), o Papa João Paulo II e muitos outros.
Confira abaixo um trecho da lista:
A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sansionada por Donald Trump em novembro de 2025, exige a divulgação pública de todos os registros não classificados relacionados a Epstein.
Os únicos elementos dos arquivos que podem ser ocultados são aqueles que protegem a identidade das vítimas, detalhes de investigações em andamento e material de abuso sexual infantil.
O Departamento Federal de Investigação (FBI) acredita que Epstein tenha mais de mil vítimas em seu nome.
Entre fotos e vídeos pertubadores, conteúdos analisados superam 14 horas
O Departamento de Justiça dos EUA publicou um lote de mais de três milhões de arquivos. Mais de 180.000 imagens e 2.000 vídeos – ou 14 horas de filmagem – foram incluídos no relatório divulgado, dando ao público uma visão da sórdida operação comandada pelo pedófilo em série.

Os arquivos mostram comportamentos bizarros e pertubadores de Epstein. Pedir vídeos explícitos das jovens, preferencialmente estando nuas ou seminuas era uma prática “comum”. Além disso, conteúdos com a prática de atos sexuais, tendo um urso de pelúcia gigante como apoio, também eram vistos como “normais”.
Em outros conteúdos pertubadores, há trocas de e-mail com conotações sexuais e que indiquem a prática de crimes contra menores de idades.
Investigação promete ser ainda mais robusta e reveladora
A investigação que tentará desvendar o tamanho do envolvimento de Jeffrey Epstein parece estar longe de um veredito final. No início de janeiro, o Departamento de Justiça afirmava que as divulgações feitas, até aquele momento, representavam incríveis menos de 1% de todo o conteúdo que uma robusta equipe de profissionais tinha em mãos.
Naquele cenário, mais de 2 milhões de documentos estavam sendo analisados. Antigo professor e empresário de sucesso, Epstein se envolveu com a Justiça, pela primeira vez, em 2005.
Naquele ano, foi acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de 14 anos. A partir daí, as polêmicas em torno do seu nome, bem como as suspeitas pela prática de crimes, cresceram muito. Deixou a prisão e retornou em 2019 quando cometeu suicídio. Ele tinha 66 anos.
