
O ônibus de transporte de trabalhadores rurais que tombou nesta segunda-feira (16) na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), no trecho entre Ocauçu e Marília, em São Paulo, resultando em seis vítimas fatais e mais 46 feridos, estava em situação irregular.
A informação é da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atua na ocorrência desde as primeiras horas do dia.
O coletivo não possuía autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar fretamento.
Segundo a PRR, a empresa proprietária do ônibus tem autorizações para prestar serviços regulares, ou seja, operar linhas e não fretamento.
“Estas linhas que a empresa tem autorização são nas regiões Norte e Nordeste, não aqui no Sudeste e Sul. Mas está aproveitando para criar uma linha por conta própria, já que a demanda neste trecho Norte/Sul está muito alta”, afirmam os policiais rodoviários;.
As causas do acidente seguem sob apuração da Polícia Técnico-Científica, mas a suspeita é de que o acidente tenha acontecido depois que um dos pneus estourou.
O motorista perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e tombou às margens da rodovia.
O ônibus, um Mercedez Benz/MPolo Paradiso, ano 2006, transportava trabalhadores rurais que saíram do estado do Maranhão com destino a Santa Catarina, onde atuariam na safra agrícola.
As seis vítimas fatais e os mais 46 feridos foram socorridos por equipes de emergência e encaminhados a unidades de saúde da região.
Ainda de acordo com a PRF, como não havia uma lista de passageiros do ônibus, o trabalho de identificação das vítimas está lento.
Atuaram na ocorrência equipes das PRFs de Marília, Ourinhos e Cuaiçara, com apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar (PM), SAMU e da concessionária responsável pela rodovia.
As vítimas fatais foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML) de Marília.
De acordo com nota encaminhada ao iG pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SP-SP), a Polícia Civil atua na identificação das vítimas e dos demais envolvidos no acidente.
A perícia técnica foi acionada, e o caso será registrado na Delegacia Seccional de Marília.
Diante da gravidade do acidente, o Hemocentro de Marília emitiu um apelo à população solicitando doações de sangue para atender à demanda emergencial. A
Prefeitura de Marília informou que disponibilizou a Casa de Passagem Cidadã para acolher os sobreviventes.
A Defesa Civil do estado de São Paulo também mobilizou equipes ao local da ocorrência, para dar suporte às ações de atendimento, logística e integração com os órgãos de segurança pública, serviços de saúde e a gestão municipal.
Além disso, a Defesa Civil encaminhou materiais de ajuda humanitária para apoiar o acolhimento dos sobreviventes em abrigos municipais.
“O órgão permanece em acompanhamento da situação, prestando apoio contínuo ao município de Marília e aos demais entes envolvidos na resposta à ocorrência”, afirmou a Defesa Civil, em nota.
