Suprema Corte derruba tarifas e Trump impõe novas taxas: entenda o que está acontecendo

DONALD TRUMP

As tarifas dos Estados Unidos voltaram ao centro do comércio global após uma sequência de decisões em poucos dias que alterou a forma, mas não o conteúdo, da política comercial americana.

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente não possui autoridade para impor tarifas comerciais amplas utilizando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Segundo a Corte, a criação de impostos generalizados de importação exige autorização explícita do Congresso.

A decisão anulou as chamadas tarifas “recíprocas” impostas em abril de 2025, que começaram em 10% e chegaram a incluir sobretaxas adicionais sobre produtos de diversos países, incluindo o Brasil.

Tarifas dos Estados Unidos e a reação imediata da Casa Branca

A derrubada judicial não significou o fim das tarifas. Menos de 24 horas após o julgamento, o governo americano anunciou uma nova tarifa global de importação. Inicialmente fixada em 10%, a taxa foi elevada para 15% e passa a valer a partir desta terça-feira (24)

A nova medida tem duração prevista de até 150 dias, com possibilidade de prorrogação pelo Congresso, e foi estruturada com base na legislação comercial de 1974, diferente da lei de emergência que havia sido considerada inadequada pela Justiça.

Na prática, a política tarifária foi mantida, apenas transferida para outro instrumento legal.

Como o Brasil entra na nova tarifa

O Brasil está entre os países atingidos pelas novas tarifas dos Estados Unidos. O mecanismo funciona como um adicional temporário: a alíquota de importação já existente para cada produto permanece e recebe um acréscimo de 15%, exceto em casos específicos.

Alguns produtos estratégicos foram excluídos, mas a maior parte das exportações industriais passa a enfrentar aumento de custo para entrar no mercado americano.

Tarifas que seguem em vigor

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos não alterou medidas aplicadas por razões de segurança nacional. Dessa forma, as barreiras sobre metais continuam elevadas.

Situação atual para produtos brasileiros:

  • Aço: 50%

  • Alumínio: 50%

  • Peças de cobre: 50%

  • Madeira: 10%

  • Demais produtos: adicional temporário de 15%

Ainda não há definição oficial sobre a possibilidade de acumulação da nova taxa de 15% com as tarifas sobre aço e alumínio. Em 2025, houve casos em que a tarifa global foi somada e outros em que foi negociada bilateralmente.

Tarifas dos Estados Unidos: o que caiu e o que ficou

Antes da decisão da Suprema Corte Após a decisão
Tarifa ampla geral 10% sobre diversos países (incluindo o Brasil) Cancelada
Sobretaxa adicional Até 40% sobre alguns produtos brasileiros Cancelada
Nova tarifa global Não existia 15% temporário para importações
Tarifas de segurança nacional Já existiam Mantidas
Metais (aço e alumínio) 50% Continuam em 50%

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