
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou, nesta quinta-feira (26), o balanço da Operação Espoliador e informou que 643 pessoas foram presas durante a ofensiva contra investigados por crimes patrimoniais em todo o estado. O número supera o total inicialmente divulgado na terça-feira (24), quando 305 suspeitos haviam sido capturados, e consolida a ação como a maior operação do Rio de Janeiro em número de presos. A operação ocorreu de forma simultânea nos 92 municípios fluminenses, com cumprimento de mandados judiciais de crimes como roubo, latrocínio e receptação. Segundo a corporação, os alvos são considerados de alta periculosidade, identificados a partir de investigações e ações de inteligência conduzidas por delegacias da capital, da Baixada Fluminense e do interior do estado do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, parte dos roubos é incentivada por organizações criminosas que também atuam no tráfico de drogas e ampliam os lucros por meio de crimes contra o patrimônio. O secretário de Estado de Polícia Civil, o delegado Felipe Curi, afirmou que uma das facções investigadas seria responsável por cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga registrados no Rio de Janeiro e na Região Metropolitana.
“Esses são criminosos da pior espécie. A Polícia Civil vem, reiteradamente, com uma série de operações, tirando esses bandidos de circulação. O que dificulta, na verdade, é o retrabalho. Mais de 60% dos presos já possuíam anotação criminal. Mesmo com toda movimentação das delegacias, alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão. A Polícia Civil continuará prendendo, mas precisamos que haja uma reformulação”, disse Felipe Curi.
Recorde histórico de prisões
Com o balanço atualizado, a Operação Espoliador supera a fase anterior da ação, realizada em março de 2025, quando 610 criminosos foram presos, até então o maior resultado já registrado pela Polícia Civil no estado do Rio de Janeiro.
