Operação investiga BMP: instituição já esteve no centro de ataque cibernético milionário

OPERAÇÃO INVESTIGA BMP MONEY PLUS

A instituição financeira BMP Money Plus, que está sendo investigada pela Polícia Federal, no ano passado protagonizou um do maiores ataques cibernéticos já registrados contra o sistema financeiro nacional e viu cerca de R$ 541 milhões sumir do caixa.

Nesta quarta-feira (25), a PF deflagrou a Operação Cliente Fantasma para apurar a suspeita de que o banco tenha facilitado a lavagem de mais de R$ 25 bilhões ligados a organizações criminosas.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da instituição, localizada na Avenida Paulista, além dos endereços do presidente da empresa e do responsável pelo setor de compliance. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Segundo a PF, embora a instituição seja regularmente autorizada a operar pelo Banco Central, as apurações indicam falhas relevantes nos mecanismos de controle e prevenção à lavagem de dinheiro.

Operação investiga BMP

De acordo com o inquérito em andamento, a instituição deixava de informar corretamente a identificação de clientes ao órgão regulador, em desacordo com a Resolução nº 179/2022 e outras normas de prevenção à lavagem de capitais.

Na prática, isso teria permitido que usuários permanecessem protegidos contra medidas de quebra de sigilo bancário e bloqueios judiciais, dificultando a atuação das autoridades.

A investigação também aponta que o banco não realizava comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o que teria contribuído para a ocultação da origem ilícita dos valores movimentados.

Segundo a Polícia Federal, contas eram mantidas sem identificação adequada dos titulares, permitindo movimentações financeiras sem rastreabilidade.

Possíveis crimes

Os investigados poderão responder por:

  • gestão fraudulenta de instituição financeira;

  • omissão de informações ao órgão regulador;

  • lavagem de capitais.

A operação é um desdobramento da Operação Alcaçaria (2024), que cumpriu 62 mandados de busca e 13 prisões, e também contou com compartilhamento de provas da Operação TaiPan, que resultou em 38 buscas e 16 prisões. Ambas tinham foco no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Operação investiga BMP: o que diz a instituição

Em nota, a BMP Money Plus informou que está colaborando integralmente com as autoridades e prestando esclarecimentos sobre operações antigas envolvendo ex-clientes.

O banco também afirmou que seus produtos seguem funcionando normalmente.

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