Rio teve mais de 6,2 milhões de multas em 2025, média de quase 12 por minuto
Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), a pedido do RJ2, mostra o tamanho do desrespeito às leis de trânsito no estado. Em 2025, foram aplicadas 6.239.979 multas — média de 17.095 por dia e quase 12 por minuto.
Só na capital, foram 2.929.807 infrações no ano passado — mais de 8 mil por dia, o equivalente a 5,5 por minuto. O excesso de velocidade foi a infração mais comum no estado em 2025.
Outros pontos que chamaram a atenção:
Transitar em velocidade até 20% acima da máxima permitida representou 42% do total, com 2.618.269 multas.
Já ultrapassar o limite entre 20% e 50% acima da velocidade permitida resultou em 419.409 autuações (6,7%).
Usar faixa exclusiva de transporte público somou 427.612 multas (6,9%).
Avançar o sinal vermelho gerou 426.723 registros (6,8%).
Na cidade do Rio, o cenário é semelhante. Foram mais de 1 milhão de multas por excesso de velocidade de até 20% acima do permitido. Em seguida aparecem infrações por uso irregular de faixa exclusiva (416.377) e avanço de sinal vermelho (292.625).
Os automóveis lideram o ranking por tipo de veículo, com 3.767.952 multas. Depois aparecem motocicletas (906.318), caminhonetes e camionetas (866.772) e utilitários (253.019).
Educação como caminho
Os números levantam questionamentos sobre o caminho para um trânsito mais seguro e com mais educação.
As equipes do RJ2 registraram diversas infrações em diferentes pontos da cidade. Na Zona Portuária, pedestres aguardavam na faixa enquanto um ônibus avançava o sinal vermelho. Na Avenida das Américas, na altura do Recreio, carros e motos ignoravam a sinalização. A pista exclusiva do BRT também foi usada como atalho por motoristas.
Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, um radar flagrou um veículo a 55 km/h. Em outro caso, um motociclista escondia a placa para evitar a identificação.
No Santo Cristo, a cena se repetiu. Com o sinal fechado, seis motociclistas passaram direto. Logo depois, carros também avançaram.
Para o advogado especialista em trânsito Márcio Dias, o alto número de multas está diretamente ligado ao desrespeito às regras.
“A quantidade de multas piora pro trânsito por quê? Não respeitar as normas de trânsito gera engarrafamentos, acidentes, prejudica a mobilidade urbana e, principalmente, gera um grande prejuízo para o condutor”, afirma.
Ele defende que a principal solução passa pela conscientização:
“Pra ter um trânsito melhor primeira coisa: a educação do trânsito. Campanhas educativas pelos governos, municipal, estadual e federal, fazendo campanhas educativas, melhorando o esclarecimento com relação aos temas de trânsito, para que cada motorista tenha um conhecimento melhor e respeite melhor essas regras.”
E reforça: “Principalmente, as pessoas que não respeitam o Código de Trânsito. Infelizmente, tem muito motorista que anda em alta velocidade, não respeita a sinalização e pratica infrações e gera essa quantidade de multas.”
s números impressionam — e revelam que, além da fiscalização, o desafio maior pode estar na mudança de comportamento de quem está ao volante.
Um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), a pedido do RJ2, mostra o tamanho do desrespeito às leis de trânsito no estado. Em 2025, foram aplicadas 6.239.979 multas — média de 17.095 por dia e quase 12 por minuto.
Só na capital, foram 2.929.807 infrações no ano passado — mais de 8 mil por dia, o equivalente a 5,5 por minuto. O excesso de velocidade foi a infração mais comum no estado em 2025.
Outros pontos que chamaram a atenção:
Transitar em velocidade até 20% acima da máxima permitida representou 42% do total, com 2.618.269 multas.
Já ultrapassar o limite entre 20% e 50% acima da velocidade permitida resultou em 419.409 autuações (6,7%).
Usar faixa exclusiva de transporte público somou 427.612 multas (6,9%).
Avançar o sinal vermelho gerou 426.723 registros (6,8%).
Na cidade do Rio, o cenário é semelhante. Foram mais de 1 milhão de multas por excesso de velocidade de até 20% acima do permitido. Em seguida aparecem infrações por uso irregular de faixa exclusiva (416.377) e avanço de sinal vermelho (292.625).
Os automóveis lideram o ranking por tipo de veículo, com 3.767.952 multas. Depois aparecem motocicletas (906.318), caminhonetes e camionetas (866.772) e utilitários (253.019).
Educação como caminho
Os números levantam questionamentos sobre o caminho para um trânsito mais seguro e com mais educação.
As equipes do RJ2 registraram diversas infrações em diferentes pontos da cidade. Na Zona Portuária, pedestres aguardavam na faixa enquanto um ônibus avançava o sinal vermelho. Na Avenida das Américas, na altura do Recreio, carros e motos ignoravam a sinalização. A pista exclusiva do BRT também foi usada como atalho por motoristas.
Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h, um radar flagrou um veículo a 55 km/h. Em outro caso, um motociclista escondia a placa para evitar a identificação.
No Santo Cristo, a cena se repetiu. Com o sinal fechado, seis motociclistas passaram direto. Logo depois, carros também avançaram.
Para o advogado especialista em trânsito Márcio Dias, o alto número de multas está diretamente ligado ao desrespeito às regras.
“A quantidade de multas piora pro trânsito por quê? Não respeitar as normas de trânsito gera engarrafamentos, acidentes, prejudica a mobilidade urbana e, principalmente, gera um grande prejuízo para o condutor”, afirma.
Ele defende que a principal solução passa pela conscientização:
“Pra ter um trânsito melhor primeira coisa: a educação do trânsito. Campanhas educativas pelos governos, municipal, estadual e federal, fazendo campanhas educativas, melhorando o esclarecimento com relação aos temas de trânsito, para que cada motorista tenha um conhecimento melhor e respeite melhor essas regras.”
E reforça: “Principalmente, as pessoas que não respeitam o Código de Trânsito. Infelizmente, tem muito motorista que anda em alta velocidade, não respeita a sinalização e pratica infrações e gera essa quantidade de multas.”
s números impressionam — e revelam que, além da fiscalização, o desafio maior pode estar na mudança de comportamento de quem está ao volante.
