
Com ataques contínuos e coordenados entre Israel e Irã, neste domingo (01), a cada hora cresce o número de mortos e feridos nos territórios atingidos pelos bombardeios entre os países.
Na noite deste sábado (28), o Irã já contabilizava 201 mortos e 747 feridos, segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho.
Hoje (01), o Irã conseguiu atingir uma área residencial da cidade de Beit Shemesh, na região central de Israel, deixando vítimas fatais, pessoas feridas e destroços com o impacto do míssil balístico.

Neste domingo, os territórios já contabilizam:
– Nove mortos e 20 feridos em um ataque contra um prédio residencial em Beit Shemesh, na região central de Israel;
– Duas pessoas mortas em Tel Aviv;
– Cerca de 20 feridos em ataque em Jerusalém;
– Três mortos e 58 feridos nos Emirados Árabes Unidos, desde o início dos ataques iranianos;
– Um morto e 20 feridos em Kuwait, no Golfo Pérsico;
Confrontos continuam
As forças armadas israelenses estimam que o Irã possua atualmente cerca de 2.500 mísseis balísticos e que estão acelerando a produção de mais.
Antes da guerra prevista para junho de 2025, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter identificado esforços do Irã para acelerar significativamente sua produção de mísseis balísticos e aumentar seu estoque de cerca de 3.000 para 8.000 unidades em dois anos.
Durante a guerra de junho, o Irã lançou mais de 500 mísseis contra Israel, e os militares relataram ter destruído centenas de mísseis em ataques e impedido a produção de outros 1.500 mísseis ao atingir a infraestrutura de fabricação.
Nos últimos meses, os militares afirmam que o Irã tem investido esforços significativos para restaurar sua capacidade de produção de mísseis, fabricando dezenas por mês.
O presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA afirmou que a prioridade da campanha militar contra o Irã, é destruir o “vasto arsenal de mísseis” iraniano.
Morte de Khamenei
No final deste sábado (28), no horário de Brasília, o governo do Irã e a mídia estatal, confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.
Khamenei comandou o país por quatro décadas e foi morto em seu local de trabalho, durante o bombardeio dos EUA em conjunto com Israel.
O presidente americano, Donald Trump, já havia anunciado a morte do líder iraniano em suas redes sociais. Em trecho, Trump define a morte do iraniano como “justiça”.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu
O Irã declarou luto nacional de 40 dias e sete dias de feriado geral.
Além de Khamenei, também foram mortos o Ministro de Defesa e do Comandante da Guarda Revolucionária do país.
** Reportagem em atualização
