Caso de estupro em Copacabana é encerrado pela Polícia Civil

Delegado titular da 12ª DP, Angelo Lages afirma que os 4 autores do crime de estupro coletivo foram presosRodrigo T. Ribeiro/iG

O delegado titular da 12ª DP, Angelo Lages, afirmou que o trabalho da Polícia Civil no caso do estupro ocorrido no último dia 31 de janeiro em Copacabana está concluído. Segundo ele, os quatro réus maiores de idade, Vitor, Mattheus, Bruno e João, que se entregaram e foram encaminhados ao sistema prisional, permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o estupro coletivo em Copacabana. Os quatro acusados maiores de idade estão presos e à disposição da Justiça.
Sobre o adolescente citado no inquérito, a corporação aguarda decisão do Judiciário.
Crédito: Rodrigo T. Ribeiro/iG pic.twitter.com/d7VM2MYoMF

— iG (@iG) March 4, 2026

“Os quatro envolvidos se entregaram, já foram encaminhados para o sistema prisional, então encerra aqui agora o trabalho da polícia”, declarou o delegado.

De acordo com Lages, a investigação referente à vítima do dia 31 de janeiro foi finalizada no âmbito policial. A corporação agora aguarda decisão judicial em relação ao adolescente apontado como participante do crime. O Ministério Público se manifestou para que ele responda em liberdade, e a Polícia Civil acompanhará o posicionamento do Judiciário.

“A gente entende que essa investigação dessa vítima específica está encerrada, os quatro autores estão presos, o adolescente infrator a gente está aguardando a decisão da Justiça”, afirmou.

O delegado também destacou a importância da perícia nos celulares dos réus. Segundo ele, a análise dos aparelhos poderia reforçar as provas já reunidas no inquérito.

“Seria interessante se eles chegassem à delegacia de posse do celular, até para provar e deixar o celular com a delegacia, para que a gente pudesse fazer a devida perícia”, explicou. Ele ressaltou que representou por busca e apreensão justamente para verificar a existência de possíveis imagens ou conversas relacionadas ao crime. O que não aconteceu.

Sobre o andamento das diligências, Lages pontuou que a representação por prisão e busca foi feita menos de uma semana após o fato. “Foi um caso extremamente grave, então a gente ficou com uma atenção especial voltada para esse inquérito”, disse.

Outra frente de investigação segue em andamento e diz respeito a um caso ocorrido em 2023, relatado por uma segunda vítima. Segundo o delegado, o modo de atuação descrito é semelhante ao do crime mais recente. A jovem afirmou que a ação teria sido filmada e que sofreu não apenas violência sexual, mas também agressões físicas.

“O relato dela é muito parecido com o da vítima aqui de Copacabana, que é bem estarrecedor, que além da violência sexual, ela também sofreu diversas agressões físicas”, concluiu.

Com a conclusão do inquérito sobre o caso do dia 31, a Polícia Civil agora aguarda os desdobramentos judiciais e dá continuidade às demais investigações relacionadas aos novos fatos.

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