
Uma assistente financeira deve ser indenizada em R$ 1.500 após comprovar na Justiça do Trabalho ter sofrido assédio moral devido à idade. À Justiça, a mulher, de 44 anos, afirma que uma gerente teria feito comentário discriminatório e alegado que o dono do escritório não deveria contratar pessoas “velhas”.
O que aconteceu
O Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) reconheceu o assédio sofrido pela trabalhadora e determinou que a empresa a indenizasse. A vítima relatou à Justiça que era constantemente chamada de “véia” por uma de suas colegas.
Na decisão, o relator do proceso e desembargador Welington Peixoto apontou que a assistente financeira, em depoimento, demonstrou abalo emocional e teria relatado que chegou a chorar no trabalho por conta da situação.
No processo, uma testemunha confirmou que a trabalhadora era chamada de “véia” por uma de suas colegas e a única a receber esse tratamento. No endimento do desembargador, o empregador deveria ter zelado por um meio ambiente de trabalho saudável e respeitoso. “A omissão da empresa em coibir a prática de assédio moral gera o dever de indenizar”, salientou.
