
Quatro militares dos Estados Unidos morreram em uma queda de aeronave militar de reabastecimento no oeste do Iraque na quinta-feira (12), embora tenha sido confirmado somente nesta sexta (13).
O Comando Central dos EUA informou que haviam ainda duas outras pessoas no veículo de modelo KC-135, e diz que as ações de resgate continuam.
O órgão militar informou que a queda não foi ocasionada por “fogo inimigo ou fogo amigo”.
Porém, o Irã reinvindica a ação. De acordo com a agência estatal iraniana Fars, a queda teria ocorrido por conta de um ataque de mísseis iraniano lançado por grupos de resistência presente no Iraque.
Os nomes dos militares mortos não foram divulgados ainda.
“As identidades dos militares estão sendo mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.”, comunicou o órgão.
A aeronave fazia parte da frota que os Estados Unidos enviaram para o Oriente Médio para participar de operações contra o Irã. O espaço aéreo do Iraque é considerado amigo, por conta das relações entre os países.
Guerra no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
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A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas.
Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.
Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.
A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio.
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