Líder do Irã está “ferido e desfigurado”, diz secretário dos EUA

Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã, Ali KhameneiReprodução/redes sociais

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está ferido e “provavelmente desfigurado”. A declaração foi nesta sexta-feira (13), durante coletiva de imprensa no Pentágono. 

Segundo Hegseth, Mojtaba Khamenei estaria escondido em bunkers. Mojtaba é filho do aiatolá Ali Khamenei, morto durante ataque coordenado dos EUA e Israel no dia 28 de fevereiro no território iraniano, e foi escolhido como a nova liderança no último domingo (8). 

Ainda conforme o secretário, a liderança iraniana está “desesperada”. “A situação da liderança iraniana não está nada melhor: desesperados, eles foram para o subterrâneo para se esconder. É o que ratos fazem. Ouvimos que o supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado”, afirmou. 

“Pronunciamento fraco”

Pete Hegseth aproveitou a coletiva para criticar o primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei, divulgado na última quinta-feira (12). Aos jornalistas, ele classificou o discurso como “fraco, sem voz nem vídeo”.

“Ele [ Mojtaba Khamenei] está com medo, ferido e escondido, e não tem legitimidade. A situação está uma bagunça. Quem está no comando? Nem o Irã sabe”, afirmou. 

Escalada do conflito no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.

O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana.  Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. M ojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.

Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.

Nos dias seguintes,  Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.

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Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.

A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio. Até o momento, foram registradas mais de 1200 mortes. 

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