Anvisa proíbe azeite San Olivetto por “origem desconhecida”

Azeite San OlivettoReprodução/Shoppe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do azeite de oliva extra virgem San Olivetto em todo o Brasil. A medida foi publicada nesta quinta-feira (13) e inclui apreensão do produto e veto à fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso.

A decisão foi tomada após a agência identificar irregularidades incomuns: o azeite tem origem desconhecida e aparece rotulado com empresas que, segundo registros da Receita Federal, não estão em situação regular para operar.

Segundo a resolução, a importadora indicada no rótulo é a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda., cujo CNPJ está suspenso por inconsistência cadastral desde maio de 2025. Já a distribuidora listada no produto, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda., teve o CNPJ baixado em novembro de 2024, após encerramento da empresa.

Rótulo aponta empresas que não operam

A combinação chamou atenção da vigilância sanitária. O rótulo do azeite aponta duas empresas que, na prática, não poderiam estar operando no mercado quando o produto circulou.

Uma delas está suspensa no cadastro da Receita Federal; a outra sequer existe mais formalmente. A Anvisa concluiu que, nessas condições, não é possível identificar a procedência do alimento.

Por esse motivo, a agência classificou o caso como risco sanitário e determinou a retirada imediata do produto do mercado.

Proibição vale para todos os lotes

A resolução determina a apreensão de todos os lotes do azeite “San Olivetto”, sem exceção.

Além da apreensão, ficam proibidos:

  • fabricação
  • importação
  • distribuição
  • comercialização
  • propaganda
  • uso do produto

A medida preventiva entrou em vigor na data de publicação da resolução no Diário Oficial, neste caso, nesta segunda-feira (16).

Problema recorrente no mercado de azeite

Casos de irregularidades com azeite têm sido recorrentes nas fiscalizações sanitárias. O produto está entre os alimentos mais frequentemente alvo de fraudes ou rotulagem irregular no Brasil.

RELEMBRE UM DOS CASOS: Saiba quais foram as marcas de azeite desclassificadas por fraude

No caso do San Olivetto, porém, o ponto considerado mais incomum pela fiscalização foi a impossibilidade de rastrear a origem, já que as empresas citadas no rótulo não estão em situação ativa no cadastro fiscal.

Sem essa identificação, a autoridade sanitária considera impossível garantir a procedência ou a segurança do alimento.

A decisão consta da Resolução-RE nº 986, de 13 de março de 2026, publicada pela Anvisa.

O iG não encontrou nenhum contato atribuído às empresas. O espaço segue aberto para manifestações.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.