Trump cobra apoio de aliados para reabertura do Estreito de Ormuz

Donald TrumpDivulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump criticou nesta segunda-feira (16) seus aliados pela falta de apoio a seu pedido de ajuda para furar o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz.

Apesar da crítica, ele disse que “alguns países” já estão a caminho, mas não citou quais.

“Adoraria revelar seus nomes, mas, francamente, não sei se eles querem, porque temem ser alvos [militares]”, justificou.

A declaração, durante uma reunião do Conselho do Centro Kennedy, na Casa Branca, ocorre por causa da reação de aliados da Othan e outras nações ocidentais a seu apelo para que ajudassem a reabrir o canal, crucial para o mercado do petróleo bruto e que o Irã efetivamente fechou.

Entre as nações com as quais Trump conta com a ajuda, ele mencionou Japão e Coreia do Sul, além da Europa.

“Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim”, disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos declarou também que “a campanha contra o Irã continua com força total” e acrescentou que as Forças Armadas já atacaram mais de 7 mil alvos em todo o Irã, “principalmente alvos comerciais e militares”.

No sábado (14), Trump cogitou a formação de uma coalizão de países para garantir a segurança no estreito. Mais tarde, aumentou a pressão sobre os aliados da Otan, declarando ao jornal Financial Times que a aliança enfrentaria um futuro “muito ruim” se seus membros não fizessem sua parte.

Resposta à pressão

Na Alemanha, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que “esta não é a nossa guerra; nós não a começamos”. Mais tarde, o chanceler Friedrich Merz reiterou que a guerra “não é assunto da Otan” e que a Alemanha não participará dela.

“Nunca houve uma decisão conjunta sobre se deveríamos intervir. É por isso que a questão de como a Alemanha poderia contribuir militarmente não se sustenta. Não o faremos”, afirmou Merz.

Japão, Itália e Austrália também disseram, nesta segunda-feira, que seus países não participariam dos esforços.

Outros são menos diretos na negativa; é o caso da França e da Coreia do Sul.

No Reino Unido, o primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que seu país não seria “arrastado para uma guerra mais ampla”.

Trump já havia declarado estar insatisfeito com a postura do Reino Unido em relação à guerra. Ele mencionou pedido de envio de navios com porta-aviões que não foram atendidos.

Em relação à França, Trump disse que o país está numa “escala 8”, de zero a 10, no nível de disposição.

“Não é perfeito, mas é a França”, completou

Ofensiva no Irã

Trump também afirmou que os Estados Unidos já “conseguiram uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones” do Ir.

“Os mísseis estão chegando aos poucos agora, porque eles não têm muitos mísseis restantes”, acrescentou, dizendo ainda que as Forças Armadas já afundaram ou destruíram mais de 100 navios da marinha iraniana na última semana e meia.

Ao falar sobre Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, Trump disse ter recebido relatos de seus assessores de que ele teria ficado desfigurado em decorrência de ataques, ou que teria perdido uma perna, enquanto outros dizem que ele estaria morto.

Segundo informações da agência de notícias internacionais, uma fonte iraniana não identificada garante que o filho do aiatolá Ali Khamenei, morto pelos bombardeios americano-israelenses no início da guerra, sofreu ferimentos leves, mas não foram divulgados detalhes.

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