
Iranianos participam de manifestação do Dia de Al-Quds (ou Dia de Jerusalém), celebração tradicional do Ramadã, em Teerã, no Irã, em 13 de março de 2026.
Majid Asgaripour/Wana via REUTERS
O regime do Irã pediu que sua população saia às ruas em todo país nesta terça-feira (17) para protestar “em defesa do país” em meio à guerra contra os EUA e Israel. Um comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana convocou os protestos para a partir das 10h30, no horário de Brasília.
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O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, postou em seu perfil oficial no Telegram, um vídeo com cenas de outros protestos e a legenda: “Por que a presença do povo na praça (ou no campo) é necessária?”.
“O Conselho de Coordenação da Propaganda Islâmica convidou todo o povo honrado, fiel e em jejum a comparecer hoje, terça-feira, a partir das 17h [horário local], em todo o país, nas praças e bairros das cidades. Com sua presença entusiástica e consciente, deverão manifestar repúdio à agressão e aos crimes recentes do inimigo sionista-americano e neutralizar as conspirações dos elementos covardes e mercenários estrangeiros”, diz a mensagem com a convocação.
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A convocação ocorre no 18º dia de guerra contra os Estados Unidos e Israel e horas após Israel ter afirmado que matou duas autoridades de alto escalão do regime:
Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança iraniano e figura central do regime;
Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij —unidade da Guarda Revolucionária iraniana que tem importante papel na repressão à população.
O Irã não confirmou a morte de Larijani e não citou nenhum dos dois oficiais na convocação das manifestações. As forças Basij confirmaram a morte de Soleimani.
Esta reportagem está em atualização.
