Agora, essa: Cármen Lúcia recebe ameaça de morte

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, contou sobre a ameaça de morte durante palestra no Ceub, onde discorreu sobre os direitos da mulheresAlejandro Zambrana/TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, contou na manhã desta quarta-feira (18) que foi ameaçada de morte.

A ameaça contra a magistrada ocorre em meio à onda de ataques contra o Poder Judiciário, especialmente o STF.

Cármen Lúcia falou da ameaça durante palestra no Centro Universitário de Brasília (Ceub), em Brasília.

Segundo relatou, ela se preparava para o evento, quando foi informada de que poderia ser alvo de um atentado a bomba com o objetivo de matá-la.

“Agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos — pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais”, contou.

Direito das mulheres

Mesmo com a ameaça, a ministra não abriu mão de participar do evento (“Violência política de gênero e democracia: desafios e caminhos em ano eleitoral’), no qual discorreu sobre os direitos da mulheres.

Ela chamou a atenção para a violência política de gênero, fraudes à cota feminina e reducionismo do papel da mulher no processo eleitoral.

“A igualdade de gênero está nas leis, não na vida”, afirmou.

Ela destacou que a igualdade formal entre homens e mulheres ainda não se reflete na participação política.

Segundo a magistrada, a violência política de gênero, impulsionada por ataques sexistas, desinformação e fraudes às cotas femininas, segue como obstáculo à presença das mulheres nas eleições e à plena realização da democracia.

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