
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos‑MG), afirmou nesta semana que a comissão não deve entrar em confronto com órgãos de investigação, mas reforçou que a Polícia Federal atua como “órgão colaborador” do Parlamento e não acima dele. A declaração ocorreu após questionamentos sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram novos procedimentos para a guarda de documentos sigilosos da comissão.
Em fala firme, Viana disse que o objetivo da CPMI é identificar responsáveis pelos desvios no INSS e garantir punição aos envolvidos.
“Primeiro ponto: não interessa ao Brasil que órgãos investigadores estejam em desacordo, porque o que interessa ao país é que a gente aponte quem são os culpados e onde está o dinheiro roubado da população. A Polícia Federal faz um grande trabalho, mas ela não é superior à CPMI em absolutamente nada. Pelo contrário, ela nos ajuda nas investigações como órgão colaborador.”
O senador também respaldou decisão recente do STF que determinou mudanças na forma de armazenamento de documentos obtidos pela comissão:
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“A CPI tem constitucionalmente a liberdade e a obrigação de investigar, de pedir documento, de guardar documentos em sigilo. Quando vem uma decisão de um ministro do Supremo dizendo que a investigação precisa preservar documentos e que esses documentos têm que ser guardados de outra maneira, eu tenho que concordar, porque meu interesse não é ficar disputando com a Polícia Federal, que é um órgão assessor do parlamento… meu interesse é que a gente chegue a uma investigação que seja suficiente a colocar na cadeia quem roubou os aposentados brasileiros.”
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG).
Carlos Moura/Agência Senado
– Esta reportagem está em atualização
