Como a Sólides usou o futebol para falar de gestão de pessoas

Mineirão iluminado de roxo marca o início da campanha da Sólides em Belo HorizonteFoto: Pedro Vilela / Agência i7

Quando uma marca decide “vestir” dois dos principais templos do futebol brasileiro, ela não está apenas buscando visibilidade. Ela disputa território simbólico.

Foi exatamente esse movimento que a Sólides fez ao iluminar o Mineirão e a Arena MRV de roxo, marcando o início da campanha “Com a Sólides seu time joga fácil”. A ação, que poderia ser apenas mais um stunt visual, revela algo mais profundo: a tentativa de traduzir um produto técnico — gestão de pessoas — em linguagem culturalmente relevante.

E, no Brasil, poucos códigos são tão universais quanto o futebol.

Quando o RH entra em campo

A campanha parte de uma analogia conhecida, mas ainda eficiente: o paralelo entre esporte e ambiente corporativo. Times, estratégia, desempenho, resultado. O discurso não é novo, mas o contexto é.

Arena MRV iluminada reforça o jogo da Sólides no território do futebolFoto: Pedro Vilela / Agência i7

Ao conectar o universo do RH ao imaginário da Copa do Mundo 2026, a Sólides atualiza essa narrativa para um momento em que o tema já domina conversas, timelines e repertórios. É uma forma de “pegar carona” em uma pauta quente, mas com um cuidado importante: adaptar o tom.

Aqui, não se trata de falar com especialistas. Trata-se de falar com empreendedores, líderes e profissionais que vivem a gestão de pessoas na prática — muitas vezes sem estrutura, sem tempo e com decisões críticas nas mãos.

Do técnico ao cotidiano

Esse talvez seja o maior acerto da Sólides: simplificar.

Gestão de pessoas é, por natureza, um tema complexo. Envolve dados, processos, legislação, comportamento. Ao traduzir tudo isso em metáforas esportivas, a marca reduz a fricção de entendimento e aproxima o discurso da realidade do público.

Não é sobre software. É sobre montar um time que funcione.

E essa mudança de linguagem não é detalhe. É estratégia.

O digital como arquibancada da Copa

Outro ponto que chama atenção é a escolha declarada por uma abordagem “social first”. Ao priorizar Instagram, TikTok, LinkedIn e YouTube, a Sólides reconhece em quais espaços a conversa — e a disputa por atenção — realmente acontece hoje.

Se antes o estádio era o palco principal, agora ele é só o ponto de partida.

A iluminação do Mineirão e da Arena MRV funciona como imagem de impacto. Mas é no digital que a campanha ganha escala, desdobramento e relevância. É ali que a analogia com o futebol vira conteúdo, meme, comentário e, principalmente, identificação.

Branding B2B que joga junto 

No fim, o que a Sólides constrói é um posicionamento claro: o de parceira do empreendedor. Não como fornecedora de tecnologia, mas como alguém que “entra em campo” junto.

Essa é uma mudança importante no branding de empresas B2B, especialmente em categorias mais técnicas. Não basta mais ser funcional. É preciso ser compreensível, próximo e memorável.

Ao usar a Copa do Mundo 2026 como pano de fundo, a marca não está apenas marcando presença no território do futebol. Está sinalizando que entende o jogo.

E, no mercado de gestão de pessoas, isso pode fazer toda a diferença.

 

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