
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) que atingiu um caça F-15 “inimigo” que sobrevoava a costa sul do país, segundo informações das agências estatais iranianas.
O jato foi detectado próximo a ilha de Ormuz, que pertence ao território do Irã e fica no Estreito de Ormuz. O comunicado da Guarda Revolucionária, que foi compartilhados pelas agências estatais Irna e Tasnim, afirmam que a aeronave foi alvejada com defesas aéreas terra-ar.
No vídeo, compartilhado pelas agências estatais, é possível ver o modelo de um jato que se assemelha ao F-15 travado na mira da defesa aérea. Após isso, em um take mais afastado é possível ver o momento em que possivelmente o caça foi atingido, com um rastro que toma conta da aeronave.
Vídeo divulgado pelas agências iranianas, mostra a aeronave inimiga na mira da defesa aérea sendo abatida; jato alvejado ainda não foi encontrado. pic.twitter.com/gMAV10Rh0W
— iG (@iG) March 22, 2026
Não se sabe de qual país era o jato atingido, já que tanto os EUA quanto Israel utilizam esse modelo em suas frotas de ataque. A aeronave abatida ainda não foi encontrada e nenhum dos dois países se pronunciou sobre o ocorrido.
Neste domingo (22) a guerra entre EUA e Israel contra o Irã chega ao 23° dia, sem sinais e nem perspectiva de término. Os países se atacam diariamente com bombardeios e danos aos territórios iraniano e israelense. Na busca de atingir os EUA, Teerã dispara mísseis e drones contra diversos países do Oriente Médio que possuem bases militares americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que os EUA “aniquilarão” as usinas de energia do Irã se o país não abrir completamente o Estreito de Ormuz em 48 horas, levando Teerã a afirmar que responderia a qualquer ataque desse tipo com ataques a ativos de energia e infraestrutura dos EUA e de Israel na região.
Como começou a guerra?
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
