
O Ministério Público do Rio de Janeiro obteve a conversão em prisão preventiva dos seis homens acusados de maus-tratos contra uma capivara, durante audiência de custódia realizada no Rio de Janeiro. Além disso, a Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou, no domingo (22), a internação provisória dos dois adolescentes envolvidos no caso, a pedido da Promotoria da Infância e da Juventude.

De acordo com o MPRJ, os acusados participaram das agressões na madrugada de sábado (21), no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Segundo a investigação, o grupo utilizou pedaços de madeira, alguns com pregos, para atacar o animal. A ação foi registrada por câmeras de segurança e testemunhada por moradores. Os objetos foram apreendidos.

Ao solicitar a prisão preventiva, o Núcleo de Audiências de Custódia do MPRJ destacou a gravidade da conduta, marcada por extrema crueldade, além da repercussão social do caso, do envolvimento de adolescentes e do risco de intimidação de testemunhas. Na decisão, a Justiça ressaltou a violência das agressões, evidenciada por imagens e depoimentos, além de possíveis indícios de premeditação. O Juízo também considerou necessária a medida para garantir a instrução criminal.

O caso também é acompanhado pelo Núcleo de Proteção e Defesa dos Animais, que integra o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do MPRJ e atua em situações de maus-tratos e violações contra animais.
Relembre o caso
Uma capivara foi atacada por um grupo de oito pessoas na madrugada de sábado (21), na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Imagens de câmeras de segurança mostram o animal sendo perseguido e agredido.

Após o crime, seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos. O animal foi resgatado e encaminhado para atendimento veterinário em estado grave, com traumatismo craniano. Nos dias seguintes, boletins indicaram melhora no quadro de saúde da capivara, embora ela ainda exija cuidados intensivos.

