
Casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas estão sendo investigados
TV Globo
Mais dois casos suspeitos de intoxicação por metanol foram registrados em Pernambuco nesta sexta-feira (3). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), um dos pacientes é uma mulher de 33 anos, que mora na cidade de Cedro, no Agreste do estado.
Além dela, o Hospital Mestre Vitalino, de Caruaru, também no Agreste, registrou outro caso. A vítima é um homem de 33 anos de Lagoa do Ouro, na mesma região. Com isso, subiu para nove o número de ocorrências que estão sendo investigadas em Pernambuco.
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Os nomes dos pacientes não foram divulgados. Segundo o Hospital Mestre Vitalino, o paciente de Lagoa do Ouro tomou uma dose de conhaque e apresentou, em seguida, alteração visual, agitação e insuficiência respiratória. Os sintomas da mulher de Cedro não foram detalhados.
Casos suspeitos em Pernambuco
Dos nove casos suspeitos registrados em Pernambuco, sete foram notificados à Secretaria Estadual de Saúde até esta sexta-feira (3). São eles:
Celso da Silva, de 43 anos, de Lajedo, que deu entrada no Hospital da Mestre Vitalino (HMV) no dia 2 de setembro e morreu uma semana depois, no dia 9 do mesmo mês;
Marcelo dos Santos Calado, de 32 anos, morador de Lajedo, que deu entrada no HMV no dia 4 de setembro e recebeu alta no dia 23 do mesmo mês, com perda da visão;
Ronaldo de Lima Melo, de 30 anos e morador de João Alfredo, internado no dia 26 de setembro no HMV e com morte confirmada na terça-feira (30);
Uma mulher, de nome e idade não divulgados, moradora de Olinda e que buscou atendimento médico em 29 de setembro, três dias após ter bebido vodca e apresentar sintomas com náuseas, episódios de vômito, dor de cabeça e visão turva;
Uma mulher de 26 anos, de nome não divulgado, moradora de São Paulo, que está internada em Ipojuca;
Um homem de 30 anos, de nome não divulgado, que mora em Gravatá e está internado em uma unidade de saúde;
Uma mulher de 33 anos, também de nome não divulgado, que mora em Cedro.
Os outros dois casos ainda não foram notificados à SES. Um deles foi registrado pelo HMV na tarde desta sexta, enquanto o outro foi informado pela Polícia Civil:
Jonas da Silva Filho, de idade não informada e morador de Lajedo, que morreu na madrugada do dia 29 de agosto, antes de ser transferido para o HMV;
Um homem de 33 anos, de nome não divulgado, que mora em Lagoa do Ouro e está internado no HMV.
Segundo a Polícia Civil, Jonas da Silva bebeu um uísque possivelmente contaminado em Lajedo e morreu antes de ser encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru, a unidade de saúde que fez as notificações à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde.
Intoxicação por metanol: veja as orientações da Secretaria de Saúde de Pernambuco
Fiscalização e prevenção
A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) ampliou o processo de fiscalização e notificação em todo o estado. A ação conjunta conta com a participação de órgãos como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o Ministério Público e o Ministério da Agricultura.
Já a SES, como medida de monitoramento contínuo, reuniu representantes técnicos das áreas de Vigilância em Saúde, Atenção à Saúde, Regulação de Leitos e Vigilância Sanitária para acompanhar as notificações e a elaboração de medidas de controle. Além disso, vai atuar na rede de saúde para o manejo clínico dos pacientes com perfil de sintomas da intoxicação.
Entre as orientações aos consumidores, a Apevisa reforçou que é recomendado:
comprar bebidas alcoólicas em estabelecimentos licenciados pela Vigilância Sanitária;
observar se o lacre da garrafa está intacto;
conferir se o rótulo apresenta fabricante, teor alcoólico, composição, datas de fabricação e validade;
procurar o registro de 13 dígitos do Ministério da Agricultura, exigido para todos os produtos alcoólicos.
Para comerciantes, a recomendação é redobrar o cuidado na escolha de fornecedores. Preços muito abaixo do mercado podem ser indício de adulteração.
Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-PE) funciona 24 horas através do número 0800 722 6001. Denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES, pelo número 136; ao Procon no número 0800 282 1512; e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor, pelo telefone (81) 3184-3835.
Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano.
Arte/g1
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