PF mira grupo suspeito de fraude de R$ 500 mi contra a Caixa

Agentes da PF realizam operação na manhã desta quarta-feira (25)Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, que mira organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e lavagem de dinheiro. Ao todo, a PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, iniciadas em 2024, foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. De acordo com a PF, o grupo atuava por meio da cooptação de funcionários de bancos e da utilização de empresas para movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

Ainda segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para ocultar a origem dos recursos ilícitos. No esquema, os funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Segundo a PF, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos para dificultar o rastreamento. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.

Itens apreendidos Divulgação/Polícia Federal

CEO do Grupo Fictor é alvo da operação

O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael Gois, é um dos alvos da Operação Fallax. Além dele, o ex-sócio da empresa, Luiz Rubini, é alvo da Polícia Federal. Em novembro de 2025, o Fictor anunciou a compra do Banco Master. Horas depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira pertencente a Daniel Vorcaro.

Segundo a Polícia Federal, foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

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