Com fios de polietileno C8 e furos de drenagem a cada 10 cm, é assim que a indústria fabrica a grama sintética que resiste ao clima tropical

Com fios de polietileno C8 e furos de drenagem a cada 10 cm, é assim que a indústria fabrica a grama sintética que resiste ao clima tropical

A fabricação de grama sintética é um processo de engenharia têxtil que transforma polímeros de alta resistência em superfícies esportivas de alto rendimento. Essa tecnologia garante que arenas modernas mantenham um padrão de jogo constante, independentemente das condições climáticas.

Quais são os materiais base na fabricação de grama sintética?

O início da fabricação de grama sintética ocorre com a seleção de grânulos de polietileno C8, valorizado por sua maciez e resistência. A essa base, são adicionados pigmentos verdes, estabilizadores contra raios UV e agentes antichamas para garantir a segurança dos atletas.

A mistura fundida passa por extrusão para criar os fios, que simulam a aparência da grama natural. A qualidade desses componentes é o que determina a vida útil do campo, evitando que as fibras se tornem quebradiças após exposição prolongada ao sol intenso.

Com fios de polietileno C8 e furos de drenagem a cada 10 cm, é assim que a indústria fabrica a grama sintética que resiste ao clima tropical
(Imagem ilustrativa)Processo industrial de costura de fios de polietileno verde em base sintética para campos de futebol

Como ocorre a costura industrial e a drenagem do campo?

A costura, ou tufting, utiliza máquinas de alta velocidade que inserem os fios em uma base de tecido sintético. Para garantir que os fios não se soltem durante carrinhos ou corridas, uma camada de poliuretano é aplicada no verso, selando a estrutura de forma definitiva.

Para que o sistema suporte chuvas torrenciais, o projeto prevê perfurações precisas na base a cada dez centímetros. Essa engenharia de drenagem evita a formação de poças, permitindo que a água flua rapidamente para o sistema de escoamento subterrâneo do estádio.

Para entender como a tecnologia transforma os gramados esportivos, selecionamos o conteúdo do canal Como É Feito…?, que conta com mais de 29 mil visualizações neste vídeo. A seguir, o apresentador detalha o processo industrial de transformação de polímeros em fibras que imitam perfeitamente a grama natural dos estádios:

Qual a diferença entre os materiais de preenchimento do gramado?

A performance do campo depende do equilíbrio entre tração e amortecimento, o que é alcançado através do sistema de preenchimento (infill). Para que você entenda a função de cada camada técnica, preparamos uma comparação entre os componentes:

Tipo de Infill Função Técnica Origem do Componente
Areia de Sílica Estabilizar e dar peso à base Mineral natural purificado
Grânulos SBR Amortecimento e absorção de impacto Pneus reciclados (criogenia)
Grânulos de TPE Controle térmico e resiliência Polímeros elastômeros novos

Leia também: Com 72 metros de altura e estilo Art Déco, o primeiro elevador urbano do mundo une a Cidade Baixa à Alta, sendo o maior cartão-postal de Salvador

Como é feita a montagem final e o amortecimento de impactos?

A instalação começa com uma base de brita nivelada, seguida pelo Shockpad, uma manta de espuma que protege as articulações dos jogadores. O tapete de grama é esticado sobre esse conjunto, recebendo toneladas de areia e borracha para finalizar a estrutura.

Esse sistema de multicamadas é projetado para replicar a deformação natural do solo orgânico. A precisão na dosagem do preenchimento garante que a chuteira tenha a aderência necessária para manobras rápidas, sem causar travamentos que poderiam gerar lesões graves.

Quais são os padrões técnicos para aprovação oficial da FIFA?

Para garantir a transparência e a segurança, os gramados devem seguir normas rigorosas de qualidade industrial e esportiva. No Brasil, o setor segue diretrizes técnicas que asseguram a resistência e a inflamabilidade dos materiais utilizados em espaços públicos.

Para que você conheça os critérios de excelência exigidos pela FIFA e as normas brasileiras da ABNT, listamos os principais testes de validação:

  • NBR 15877: Norma brasileira que estabelece os requisitos para gramados sintéticos.

  • Teste de Quique: Mede se a bola reage de forma natural em toda a extensão do campo.

  • Absorção de Impacto: Garante que a superfície proteja o atleta contra quedas.

  • Resistência UV: Valida se a cor e a integridade das fibras suportam o clima tropical.

O post Com fios de polietileno C8 e furos de drenagem a cada 10 cm, é assim que a indústria fabrica a grama sintética que resiste ao clima tropical apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.