STF anula condenação de Garotinho na Operação Chequinho

Anthony Garotinho, ex-governador do RioReprodução: commons – 18/05/2022

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho teve condenação anulada nesta sexta-feira (27), pelo ministro da Suprema Corte, Cristiano Zanin. Sua pena de 13 anos, nove meses e 20 dias de reclusão (preso em regime fechado) no âmbito da Operação Chequinho, caiu por terra após o magistrado reconhecer ilicitude das provas que sustentavam o processo.

O político era acusado de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo. Zanin acatou os argumentos da defesa de que as provas foram colhidas de forma ilegal, ferindo a “cadeia de custódia”, protocolo legal de coleta.

Segundo o documento oficial do Habeas Corpus (HC) emitido pelo ministro Zanin consta que informações extraídas a título de prova foram obtidos sem perícia técnica nos computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes (RJ).

A decisão

Além de Garotinho, a anulação também foi estendida a outros réus, como “Kellinho”, como é conhecido Kellenson Ayres e Thiago Virgílio, também condenados com as mesmas provas.

Posicionamento

Por meio de posicionamento divulgado nas redes sociais do ex-governador, Garotinho desabafou sobre o processo:

Com a anulação da condenação, Garotinho recupera integralmente os seus direitos políticos relacionados a este caso.

Operação Chequinho: esquema de compra de votos

Denominada Chequinho, a Operação tinha como núcleo o Cheque Cidadão que era um auxílio financeiro destinado a famílias de baixa renda do Rio de Janeiro e que teria sido usado como moeda de troca eleitoral.

A Operação Chequinho foi deflagrada em 2016 pela Polícia Federal (PF) e o foco era desmantelar e investigar a compra de votos em Campos dos Goytacazes (RJ). Segundo levantamento do Ministério Público (MP) na ocasião, o número de beneficiários mais que dobrou em dois meses, saindo de mil para mil. Neste período acontecia campanha eleitoral.

Sustentando que o aumento dos beneficiários era reflexo da crise econômica e que não tinha relação com o período eleitoral, Garotinho afirmou ainda que a prisão tinha viés político.

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