O tubarão da Groenlândia é um ser que existia antes do Brasil ser colônia, navegando silenciosamente pelas profundezas do Ártico por mais de quatro séculos. Essa criatura desafia tudo o que sabemos sobre envelhecimento e sobrevivência no reino animal.
O que o Canal History Brasil abordou sobre esse tema?
O Canal History Brasil, com impressionantes 5,21 milhões de inscritos, trouxe à tona a história desse gigante esquecido das profundezas. O vídeo explora como esse animal se tornou o vertebrado mais longevo do planeta, vivendo em câmera lenta nas águas congeladas do Atlântico Norte.
A produção mergulha nos estudos científicos que revelaram idades superiores a 400 anos, ligando essa criatura a momentos históricos como a era de Shakespeare e o início da colonização das Américas.
Como os cientistas descobriram a idade desses animais?
Como o tubarão da Groenlândia não possui partes duras com anéis de crescimento, pesquisadores da Universidade de Copenhague utilizaram a datação por radiocarbono nas lentes dos olhos. A técnica analisa proteínas formadas no nascimento, revelando uma cronologia surpreendente.
O estudo publicado na revista Science confirmou dois pontos históricos marcantes sobre esses animais:
- O indivíduo mais velho analisado nasceu provavelmente entre 1500 e 1740.
- A datação ocular provou que eles conviveram com figuras históricas importantes da humanidade.
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Por que esse tubarão vive tanto tempo?
O segredo está no metabolismo incrivelmente lento combinado com as temperaturas próximas de zero onde habita. Nessas condições, as reações químicas corporais desaceleram, preservando tecidos e DNA de danos típicos do envelhecimento.
Segundo os estudos, esses animais crescem apenas 1 centímetro por ano e atingem a maturidade sexual somente após um século de vida, tornando cada indivíduo adulto um patrimônio biológico insubstituível.

Onde vive e o que come esse gigante das profundezas?
O tubarão da Groenlândia habita águas escuras a mais de 2.000 metros de profundidade, sendo um predador oportunista apesar de sua aparência lenta e visão quase nula. Pesquisas da NOAA revelaram uma dieta surpreendentemente variada para um habitante tão profundo.
Confira o que já foi encontrado no estômago desses animais e onde vivem:

A dieta inclui desde restos de focas e peixes grandes até carcaças de renas que caíram no gelo, além de carniça que afunda até o leito oceânico.
Por que preservar essa espécie é urgente?
A pesca de arrasto e o aquecimento global representam ameaças sérias a um animal que leva mais de 150 anos para se reproduzir. A perda de um único adulto impacta a população por gerações inteiras.
Além da preservação, decifrar o genoma desse sobrevivente pode oferecer pistas valiosas para a medicina humana, revelando como evitar doenças degenerativas e manter o coração funcionando por séculos.
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