Falha em banheiro marca início da missão Artemis II

Cabine da Artemis II é do tamanho de uma minivan; veja fotosNasa

Poucas horas após o lançamento histórico da missão Artemis II, a primeira viagem tripulada ao redor da Lua em mais de meio século, os astronautas enfrentaram um problema inusitado a bordo da espaçonave Orion: uma falha no sistema do banheiro.

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A missão, que partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, leva quatro tripulantes em uma jornada de aproximadamente dez dias pelo espaço profundo. A situação foi reportada inicialmente pela astronauta Christina Koch, especialista da missão e única mulher a bordo, logo após a decolagem.

De acordo com informações divulgadas pela NASA durante a transmissão oficial, o ventilador do banheiro apresentou uma falha ao ficar travado, o que comprometeu parcialmente o funcionamento do sistema.

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O que explicou o diretor de operações de voo da NASA?

O diretor de operações de voo da agência, Norm Knight, explicou que o problema estava relacionado a um controlador do equipamento. Apesar do contratempo, os responsáveis garantiram que o sistema ainda podia ser utilizado parcialmente, especificamente para resíduos sólidos.

Já para a urina, os astronautas precisaram recorrer a procedimentos alternativos de contingência enquanto a equipe em solo trabalhava em uma solução.

Horas depois, os controladores de voo orientaram Koch em uma série de procedimentos técnicos para tentar restabelecer o funcionamento do equipamento. Após seguir as instruções, a astronauta confirmou que o sistema havia sido testado com sucesso.

Em resposta, a equipe em Houston confirmou a normalização do equipamento, recomendando apenas que o sistema atingisse a velocidade ideal antes de ser utilizado e permanecesse em funcionamento por um tempo após o uso.

O banheiro da Orion, instalado na cápsula apelidada de “Integrity”, foi projetado para oferecer um mínimo de privacidade aos tripulantes em um ambiente extremamente compacto. Com cerca de 9 metros cúbicos de espaço interno, a nave dispõe de um compartimento semelhante a uma cabine telefônica para essa finalidade.

Antes do lançamento, o astronauta canadense Jeremy Hansen já tinha destacado a importância desse espaço para a tripulação.

No ambiente de microgravidade, os astronautas utilizam um sistema adaptado: uma mangueira para coleta de urina e um assento especial para resíduos sólidos. Os dejetos são armazenados em recipientes que retornam à Terra ao fim da missão, enquanto a urina é descartada no espaço.

Apesar do imprevisto técnico, o incidente não comprometeu o andamento da missão, que segue conforme o planejado e representa um passo importante no retorno da humanidade às proximidades da Lua.

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