
A votação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que deve determinar a autorização do uso da força no Estreito de Ormuz e estava prevista para este sábado (4), foi adiada para a próxima semana, segundo diplomatas ouvidos pela agência.
Inicialmente, a reunião havia sido marcada para a manhã de sexta-feira (3), mas foi remarcada para o dia seguinte. A justificativa apresentada foi o fato de a ONU considerar a Sexta-feira Santa como feriado.
A proposta de resolução prevê que países possam usar “todos os meios defensivos necessários e compatíveis com as circunstâncias” para proteger a navegação comercial na região. Se aprovada, será o primeiro aval da ONU ao uso da força no atual conflito.
O texto também afirma que a votação busca “garantir a passagem de trânsito e impedir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional através do Estreito de Ormuz”. A medida teria validade inicial de pelo menos seis meses.
O estreito, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, foi fechado pelo Irã em retaliação aos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, que desencadearam o atual conflito no Oriente Médio há cerca de um mês.
Resistência de potências
China, Rússia e França, países com poder de veto no Conselho de Segurança, já sinalizaram oposição à proposta.
Segundo o jornal The Arab Weekly, o embaixador chinês na ONU, Fu Cong, criticou a autorização do uso da força, afirmando que a medida “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força, o que inevitavelmente levaria a uma escalada ainda maior da situação e a sérias consequências”.
Posição do Irã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou o Conselho de Segurança sobre possíveis desdobramentos.
